Uma investigação da Polícia Federal aponta que advogados e dirigentes de entidades de pescadores teriam retido entre 50% e 75% dos valores do Seguro-Defeso pagos a pessoas que, segundo as apurações, não exerciam a pesca artesanal. As informações foram divulgadas pelo UOL nesta quinta-feira (29).
A Operação Indefeso, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios maranhenses. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores de investigados, além do afastamento cautelar de dois agentes públicos.
O benefício foi criado para garantir renda aos pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para proteger a reprodução das espécies. Agora, a suspeita é de que recursos públicos destinados a trabalhadores que dependem da atividade tenham sido desviados por meio de registros traudulentos e cobranças de intermediários.
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Segundo as autoridades, o esquema poderia provocar prejuízos de até R$ 10 bilhões aos cofres públicos em cinco anos. As investigações continuam, e os fatos ainda precisam ser apurados pela Justiça.
** Dinheiro destinado a quem vive da pesca não pode virar fonte de enriquecimento para intermediários. O Maranhão precisa de respostas e de responsabilização, caso as irregularidades sejam comprovadas.
IOL

