TERESINA (PI) — O Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI) realizou uma fiscalização no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, e denunciou a situação de precariedade enfrentada por profissionais e pacientes na unidade hospitalar.
Segundo representantes do sindicato, Dra. Lúcia e Dr. Samuel, embora melhorias e reformas tenham sido realizadas na fachada externa do prédio, as dependências internas continuam em estado crítico. Durante a inspeção, foram registradas diversas irregularidades estruturais e sanitárias, tais como:
Infiltrações e mofo: Forros de gesso e tetos destruídos por vazamentos e umidade;
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Problemas de manutenção e fiação: Fiação elétrica e encanamentos expostos em corredores e salas de atendimento;
Pisos e móveis deteriorados: Pisos rasgados e soltos, além de móveis e macas com rasgos, fita adesiva e desgastes aparentes;
Condições insalubres: Presença de sujeira e equipamentos de limpeza acumulando água acumulada e em péssimo estado de conservação.
A gravidade do quadro chama atenção por se tratar de um centro de referência voltado ao tratamento de doenças tropical e infecciosas, um ambiente onde padrões rigorosos de higiene, segurança e infraestrutura deveriam ser indispensáveis.
Cansaço dos profissionais e cobrança por políticas públicas
Em pronunciamento durante a visita, o Dr. Samuel externou o esgotamento da categoria:
“Nós estamos cansados. O piauiense está cansado, os profissionais de saúde estão cansados dessa velha ladainha do ‘vamos fazer’ e nunca fazem. […] Imagina você, que trabalha aqui, levantar de manhã cedo e já imaginar ir novamente para aquele lugar.”
O SIMEPI destacou que os profissionais vêm atuando como “heróis” em condições inóspitas para manter os serviços essenciais funcionando. A entidade cobrou a implementação urgente de uma política pública de saúde clara, transparente e transformadora para reverter a deterioração da rede estadual no Piauí.

