Moradores de diferentes municípios piauienses seguem denunciando problemas constantes no abastecimento de água desde que a Aegea assumiu os serviços por meio da Águas do Piauí. As reclamações envolvem interrupções frequentes, longos períodos sem água e manutenções emergenciais recorrentes em várias regiões do estado.
Nas últimas semanas, cidades e bairros inteiros enfrentaram desabastecimento após falhas operacionais e obras da concessionária. Em Teresina, dezenas de bairros chegaram a ficar quatro dias sem água. No interior, a revolta também cresce. Em São Francisco de Assis do Piauí, moradores afirmam que continuam recebendo as contas normalmente, mesmo convivendo com falhas constantes no abastecimento. O caso já é acompanhado pelo Ministério Público. Em Uruçuí, a prefeitura acusou a concessionária de descaso após dias consecutivos sem abastecimento regular.
Vale lembrar que o leilão realizado pelo Governo de Rafael Fonteles, na Bolsa de Valores de São Paulo teve apenas uma participante: a própria Aegea, que venceu sozinha a disputa para operar os serviços de água e esgoto em praticamente todo o Piauí pelos próximos 35 anos.
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Além disso, a empresa já foi alvo de investigações e denúncias envolvendo contratos públicos e suposto pagamento de propina em outros estados, ampliando os questionamentos sobre transparência e fiscalização da concessão no Piauí. Críticos apontam ainda que o governo Rafael Fonteles flexibilizou regras do edital após a primeira tentativa frustrada do leilão, criando condições consideradas mais vantajosas para a empresa.
Enquanto isso, a população segue cobrando o básico: água chegando regularmente nas torneiras e um serviço compatível
Via O Piauiense
