O Hospital Getúlio Vargas (HGV), maior unidade pública de saúde do Piauí, enfrenta denúncias relacionadas à estrutura e às condições de funcionamento do hospital. Segundo relatos divulgados nas redes sociais, os dois tomógrafos da unidade estariam sem funcionar há mais de dez dias, obrigando pacientes em estado grave, inclusive internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a realizarem exames em outras unidades de saúde.
Além da falta dos equipamentos, denúncias apontam que obras e reformas seguem ocorrendo próximas às áreas de atendimento médico e procedimentos hospitalares. Imagens e relatos citam a presença constante de poeira, ruídos intensos provocados por britadeiras e circulação de materiais de construção dentro do ambiente hospitalar.
A situação levanta preocupações sobre possíveis riscos à segurança sanitária e ao controle de infecções, especialmente em setores que atendem pacientes em estado delicado. Profissionais da área também alertam para possíveis impactos na comunicação entre equipes médicas durante procedimentos, além da exposição de pacientes vulneráveis a ambientes considerados inadequados.
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As denúncias mencionam ainda possível descumprimento de normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como a RDC 50, que estabelece critérios técnicos para segurança em ambientes hospitalares, além de normas de segurança ocupacional previstas na NR-32.
O cenário aumenta a pressão sobre o Governo do Estado e a Secretaria de Saúde, diante dos constantes anúncios de investimentos na rede pública, enquanto pacientes e servidores relatam problemas considerados graves dentro da principal unidade hospitalar do Piauí.
Via O Piauiense
Até o momento, não houve posicionamento oficial divulgado sobre as denúncias apresentadas.

