Servidores da educação estão em greve há quase 100 dias e acusam governo petista de caloteiro e mentiroso

Professores da rede pública estadual do Piauí, em greve há quase 100 dias, em protesto contra o governo do PT, organizam uma grande manifestação para este sábado, 28/5, na cidade de José de Freitas, 53 km de Teresina, onde será feito o lançamento, naquele município, das candidaturas de Wellington Dias e Rafael Fonteles, ao Senado e governo do estado, respectivamente.
Os professores repudiam a administração petista por conta dos sucessivos reajustes que foram concedidos pelo governo federal, através do Ministério da Educação, e não repassados pelo Executivo piauiense. Wellington Dias declarou, em diversas oportunidades, que o estado paga valores ainda maiores que os atribuídos pelo governo federal.
Sendo assim, deixou de repassar os reajustes de 2019, na ordem de 12,61%; 2020, de 4,17%; e 2022, no montante de 33,24%. Os valores somados totalizam cerca de 50,25%. Este foi o montante que deixou de ser repassado para os salários de professores da rede pública do estado do Piauí.
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Desde os momentos finais do governo Wellington Dias que os professores de todos os municípios começaram a fazer manifestações contra a presença de Wellington Dias e Rafael Fonteles em suas comunidades. Em cidades como Curimatá, na região sul, e Esperantina, no norte, eles foram vaiados no meio da rua e chamados de caloteiros e mentirosos.
Wellington Dias e Rafael Fonteles haviam programado caminhadas para estes municípios que terminaram não acontecendo por causa da manifestação dos educadores em greve. “Estive em Esperantina recepcionando o caloteiro. Foi uma grande manifestação”, disse o professor Edvaldo Martins, do núcleo do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte/PI) em Altos. Ele deverá estar em José de Freitas na manhã deste sábado.
A tensão aumentou ainda mais depois do decreto nº 21.079, da governadora Regina Sousa, que determina corte do ponto dos professores em greve. A professora Paulina Almeida, presidente do Sinte, disse que a atitude da governadora é antidemocrática e constitui assédio aos professores. “O governo do Piauí se iguala a outros direita e de índole antidemocráticas”, disse a professora Paulina, anunciando que a greve continua. (Veja aqui nota do Sinte contra a decisão de Regina Sousa).
A governadora Regina Sousa declarou que o governo não tem condições financeiras de atribuir o aumento de 33,24%. Ela disse que foi atribuído aumento que era possível dentro das condições do estado. O governo concedeu reajuste de 14,17%, aprovado pela Assembleia Legislativa, e implantado nos contracheques de abril. O reajuste é refutado pelos professores. Eles dizem que a lei determina que seja pago o valor de 33,24%.
(Toni Rodrigues)
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