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Denúncias de assédio eleitoral crescem 40% em uma semana no Piauí; saiba como denunciar

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Last updated: 12/10/2026
Portal de União 58 Views
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A maioria das denúncias envolve tentativas de impedir trabalhadores de votar ou pressão para que participassem de eventos de campanha de candidatos apoiados pelos empregadores

Contents
A maioria das denúncias envolve tentativas de impedir trabalhadores de votar ou pressão para que participassem de eventos de campanha de candidatos apoiados pelos empregadoresMais de 1.200 denúncias no BrasilPlantão no segundo turnoComo denunciar

O número de denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no Piauí passou de dez para 14 em uma semana, um aumento de 40%. O levantamento considera os registros recebidos entre a sexta-feira que antecedeu o primeiro turno e esta sexta-feira (9).

Segundo o órgão, a maioria das denúncias envolve tentativas de impedir trabalhadores de votar ou pressão para que participassem de eventos de campanha de candidatos apoiados pelos empregadores.

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Denúncias de assédio eleitoral crescem 40% em uma semana no Piauí - (© Fernando Frazão/Agência Brasil)
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Denúncias de assédio eleitoral crescem 40% em uma semana no Piauí

Os casos foram registrados em seis municípios: São Gonçalo do Gurguéia, Paulistana, Teresina, Barras, Parnaíba e Matias Olímpio. O MPT informou que apura as denúncias e já expediu cinco recomendações para interromper possíveis práticas de assédio e garantir a liberdade de escolha política dos trabalhadores.

Para o procurador do Trabalho Igor Costa, coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), os registros indicam a persistência de pressões sobre empregados durante o período eleitoral.

“O aumento no número de denúncias demonstra que ainda enfrentamos situações em que empregadores tentam utilizar a relação de trabalho para interferir na liberdade de escolha política dos seus empregados. É importante reforçar que nenhum trabalhador pode ser ameaçado, constrangido ou prejudicado por suas convicções políticas, tampouco obrigado a participar de eventos de campanha eleitoral. O voto é um direito fundamental e deve ser exercido de forma livre, consciente e sem qualquer tipo de pressão”, destaca o procurador.

Mais de 1.200 denúncias no Brasil

Em todo o país, o MPT havia recebido mais de 1.200 denúncias de assédio eleitoral até sexta-feira (9). O Sudeste concentrava 471 registros, seguido pelo Nordeste, com 259.

De acordo com o órgão, as situações denunciadas podem envolver ameaças de demissão, promessas de benefícios em troca de apoio político, participação obrigatória em atos de campanha, constrangimentos por preferências eleitorais e tentativas de impedir o comparecimento às urnas.

O MPT ressalta que o empregador não pode usar sua posição na relação de trabalho para pressionar os funcionários ou restringir suas escolhas políticas.

Plantão no segundo turno

O órgão informou que manterá equipes de plantão no sábado anterior ao segundo turno e no domingo da votação, assim como ocorreu no primeiro turno. O atendimento será destinado ao recebimento de denúncias e à adoção de medidas diante de possíveis irregularidades.

“O nosso compromisso é garantir que todos os trabalhadores possam exercer o direito ao voto com liberdade e segurança. Por isso, estaremos novamente mobilizados durante o segundo turno, com atuação em regime de plantão, para receber denúncias e adotar as providências necessárias diante de eventuais irregularidades. A participação dos trabalhadores, por meio das denúncias, é essencial para combater o assédio eleitoral e proteger a democracia”, afirma Igor Costa.

Como denunciar

Quem sofrer ou presenciar situações de assédio eleitoral pode denunciar presencialmente nas unidades do MPT em Teresina, Picos e Bom Jesus ou pelos seguintes canais:

• Site: https://www.prt22.mpt.mp.br/servicos/denuncias

• Telefone: (86) 3214-7500

• WhatsApp: (86) 99544-7488

Segundo o MPT, é importante apresentar informações detalhadas sobre o ocorrido e, quando disponíveis, mensagens, áudios, vídeos e outros materiais que possam contribuir para a investigação.

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