Levantamento com base em dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), aponta que o Estado do Piauí contratou aproximadamente R$ 27 bilhões em empréstimos ao longo dos últimos 30 anos. No entanto, a maior concentração dessas operações ocorreu nos anos mais recentes, especialmente durante a atual gestão estadual.

De acordo com os dados apresentados, os quatro últimos anos registram os maiores volumes anuais de empréstimos da série histórica. O principal pico ocorreu em 2025, quando o Estado contratou cerca de R$ 8,1 bilhões, o maior valor já registrado no período analisado.
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Nos anos imediatamente anteriores também foram observados números expressivos. Em 2024, os contratos de empréstimos somaram aproximadamente R$ 6,1 bilhões, enquanto em 2023 o montante chegou a cerca de R$ 3 bilhões.
A série histórica mostra ainda outros momentos de forte contratação de crédito, como em 2012, quando foram firmados cerca de R$ 2,4 bilhões, e em 2016, com aproximadamente R$ 1,8 bilhão em operações.
O levantamento destaca que parte significativa desses financiamentos foi realizada ao longo de administrações comandadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT), incluindo os governos de Wellington Dias e do atual governador Rafael Fonteles.
Os contratos foram celebrados junto a instituições financeiras nacionais e internacionais, entre elas Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As operações incluem financiamentos em moeda nacional e estrangeira destinados a diferentes áreas da administração pública.
O crescimento do volume de empréstimos nos últimos anos tem provocado debates sobre o nível de endividamento do Estado, os impactos fiscais de longo prazo e a aplicação dos recursos obtidos por meio dessas operações de crédito.
A divulgação dos números também levanta questionamentos da população e de setores da sociedade sobre o destino dos recursos captados, bem como os resultados e investimentos realizados a partir dos financiamentos contratados ao longo das últimas décadas.
O Piauiense

