Estimativa do Tesouro aponta 32,4% do PIB, com alta concentrada no governo federal
A carga tributária brasileira alcançou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo estimativa do Tesouro Nacional, registrando o maior nível da série histórica iniciada em 2011.
O percentual representa um avanço de 0,18 ponto percentual em relação a 2024, quando a carga tributária foi de 32,22% do PIB. Caso confirmado pela Receita Federal — responsável pelo dado oficial —, o resultado consolidará um novo recorde.
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O aumento foi impulsionado principalmente pela elevação dos tributos federais, que passaram de 21,6% para 22,34% do PIB. A alta está diretamente associada a mudanças em impostos como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que registrou crescimento de 0,10 ponto percentual, influenciado pela elevação de alíquotas sobre operações de crédito e câmbio, além da saída de moeda estrangeira.
Também houve avanço na arrecadação sobre renda, lucros e ganhos de capital. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) cresceu 0,23 ponto percentual do PIB, reflexo do aumento da massa salarial e dos rendimentos do trabalho.
Outro fator relevante foi a elevação das contribuições ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que avançaram 0,12 ponto percentual. O desempenho foi associado à geração de empregos formais e à reoneração gradual da folha de pagamentos.
Enquanto a União ampliou sua participação na arrecadação, estados e municípios tiveram comportamento mais estável. A carga tributária estadual recuou levemente, de 8,48% para 8,38% do PIB, enquanto a dos municípios subiu de 2,40% para 2,42%.
O Tesouro também revisou a metodologia de cálculo da carga tributária para alinhar os dados às práticas internacionais, conforme recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI). A mudança exclui contribuições obrigatórias como FGTS e Sistema S.
Se esses tributos fossem considerados, a carga tributária brasileira atingiria 34,35% do PIB em 2025, indicando um peso ainda maior sobre a economia.
Fonte: Com informações do G1

