Empresas dizem que não conseguem contato com a gestão e relatam atrasos nos pagamentos
Empresas que mantêm contratos com a Secretaria de Saúde do Piauí denunciaram ao Portal AZ dificuldades para estabelecer contato com o novo titular da pasta, Dirceu Campello. Segundo os relatos, os fornecedores não conseguem agendar reuniões, obter respostas ou tratar de pendências administrativas, especialmente relacionadas a pagamentos em atraso.
De acordo com os empresários, as tentativas de acesso ao secretário esbarram em uma cadeia de intermediação dentro da própria secretaria. Eles afirmam que são orientados a procurar servidoras identificadas como Célia, mas não obtêm resposta. Em seguida, são direcionados a Carol, responsável por processos indenizatórios, sem sucesso. Depois, tentam contato com Iana, secretária direta de Dirceu Campello, e com Ana Luzia, responsável pela agenda do gestor, mas, segundo os relatos, nada se concretiza, nem mesmo o agendamento de reuniões. Ainda que consigam algum retorno inicial, muitos dizem que não conseguem avançar nas demandas. “A gente liga, tenta marcar, pede retorno, mas fica sempre sendo enrolado. Não conseguimos falar com ninguém que resolva”, relatou um fornecedor.
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A situação, segundo eles, tem gerado forte impacto financeiro. As empresas afirmam que continuam fornecendo medicamentos à rede pública mesmo sem receber pelos produtos já entregues. Isso implica custos contínuos, como pagamento de funcionários, manutenção de estoque e aquisição de novos insumos. “Estamos trabalhando sem receber e não temos com quem reclamar”, afirmou outro representante.
O problema se agrava devido à natureza dos contratos. Como o fornecimento ocorre por meio de ordens formais, a recusa em entregar os medicamentos pode resultar em sanções administrativas. Ou seja, mesmo diante da inadimplência do Estado, os fornecedores alegam que são obrigados a continuar entregando, sob risco de punição. “Se a gente parar, pode ser penalizado por não cumprir a ordem de fornecimento, mesmo sem pagamento”, dizem.
Além da dificuldade de acesso ao secretário, os empresários destacam a ausência de canais efetivos dentro do Executivo para tratar das demandas. Segundo eles, não há retorno institucional nem dos setores responsáveis pela gestão contratual, o que agrava a insegurança jurídica e financeira.
Os relatos apontam para um cenário de desorganização administrativa que pode comprometer o abastecimento de medicamentos na rede pública de saúde. Procurada, a Secretaria de Saúde ainda não se manifestou sobre as denúncias.
Via Portal AZ

