O Exército de Israel realizou, nesta terça-feira, 3, um bombardeio contra o edifício que sedia a Assembleia dos Peritos, em Teerã. Segundo informações do jornal The Jerusalem Post, os 88 aiatolás que compõem o colegiado estavam presentes no edifício no momento do ataque para deliberar sobre o sucessor de Ali Khamenei, morto no último sábado, 28.
O Centro de Poder em Xeque
Imagens divulgadas em redes sociais mostram colunas de fumaça e a destruição parcial da estrutura que sediava o encontro dos clérigos. Até o momento, as forças israelitas não detalharam o impacto sobre os membros da assembleia. Contudo, um veículo de imprensa iraniano afirma que o prédio foi esvaziado pouco antes do bombardeamento.
O ataque atinge o coração do sistema teocrático no momento de maior fragilidade institucional das últimas décadas. A reunião dos 88 aiatolás era considerada urgente após a morte de Khamenei numa operação coordenada entre os Estados Unidos e Israel no fim de semana. O complexo atingido funcionava como o quartel-general mais central do regime.
- Publicidade -
Ofensiva de Israel
O Exército israelita afirmou que a ofensiva “enfraquece ainda mais a continuidade operacional dos sistemas de comando e controlo do regime”. Além da Assembleia, os alvos desta terça-feira incluíram:
O gabinete presidencial do Irã;
A sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional.
As FDI (Forças de Defesa de Israel) declararam em nota oficial que “o complexo de liderança do regime terrorista é um dos ativos mais seguros do Irã e se estende por várias ruas no coração de Teerã”, confirmando o desmantelamento de centros de comando estratégicos.
Contexto Político
Apesar dos ataques, surgiram relatos na tarde desta terça-feira de que a Assembleia teria conseguido concluir a votação. Segundo o veículo estatal Iran International e o jornal Haaretz, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, foi eleito o novo Líder Supremo, seguindo uma recomendação direta da Guarda Revolucionária (IRGC).
Desde o início dos confrontos no sábado, a guerra já causou a morte de pelo menos 6 militares norte-americanos e 787 iranianos. O conflito entrou no seu quarto dia com o espaço aéreo da região severamente afetado e pressões crescentes sobre o mercado global de petróleo.

