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Brasileira cria vacina que cura pessoas tetraplégicas e pode ganhar o Nobel da Medicina por isso

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Last updated: 26/02/2026
Portal de União 436 Views
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3 Min Read
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Lesões na medula espinhal sempre foram tratadas pela medicina como praticamente irreversíveis. Quando os neurônios são rompidos, o corpo tem capacidade limitada de regeneração, o que torna a paralisia, em muitos casos, permanente. Uma pesquisa liderada por uma cientista brasileira, no entanto, pode mudar esse cenário.

A professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu uma proteína experimental chamada polilaminina, capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados. O avanço já permitiu que pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperassem movimentos, resultado considerado inédito em casos graves de lesão medular.

Após quase 30 anos de pesquisa, Tatiana coordenou uma equipe que criou a polilaminina a partir de proteínas extraídas da placenta humana — substâncias que desempenham papel fundamental no desenvolvimento do sistema nervoso.

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Aplicada por injeção diretamente na área lesionada da medula espinhal, a molécula atua como uma espécie de “cola biológica”, criando um ambiente favorável para o crescimento dos axônios e a reconstrução dos circuitos nervosos.

O tratamento está sendo desenvolvido em parceria com o laboratório brasileiro Cristália e já teve a fase 1 dos testes clínicos aprovada pela Anvisa, etapa que avalia a segurança da substância e os primeiros sinais de eficácia.

Pacientes voltaram a se movimentar

Até o momento, ao menos 16 pacientes brasileiros conseguiram na Justiça autorização para receber a aplicação experimental. Desses, pelo menos cinco apresentaram recuperação parcial dos movimentos.

O primeiro paciente tratado foi Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, que ficou tetraplégico após um acidente em uma apresentação de motocross no Espírito Santo. Menos de 48 horas após a aplicação, ele relatou retorno da sensibilidade e conseguiu contrair músculos das coxas e da região anal.

Outro paciente, de 35 anos, que sofreu queda de moto, voltou a apresentar movimentos no pé e sensibilidade nas pernas. Já Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, diagnosticado com tetraplegia, conseguiu voltar a andar após o tratamento.

Os procedimentos foram realizados sob coordenação médica especializada, incluindo o neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro.

Reconhecimento internacional

O avanço vem sendo apontado por parte da comunidade científica como um dos mais promissores da medicina regenerativa nas últimas décadas. Embora ainda esteja em fase inicial de testes clínicos, o potencial da pesquisa já é citado como possível candidato ao Prêmio Nobel de Medicina no futuro.

Especialistas destacam, no entanto, que estudos mais amplos e fases clínicas posteriores serão fundamentais para confirmar a eficácia e segurança do tratamento em maior escala.

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