A paralisação do transporte escolar traz consequências graves para a comunidade escolar da rede estadual e tamabem municipal de Teresina
A segunda-feira (26) começou com transtornos significativos para estudantes da rede municipal e estaudal de Teresina. Funcionários da empresa Marvão Serviços , uma das responsáveis pelo transporte escolar da capital piauiense, iniciaram uma paralisação que impacta diretamente o acesso de crianças e adolescentes às escolas.
A paralisação traz consequências graves para a comunidade escolar. Milhares de crianças que dependem exclusivamente deste serviço estão impossibilitadas de comparecer às instituições de ensino, comprometendo a continuidade do processo educacional e podendo resultar em defasagens de conteúdo. Além disso, pais e responsáveis precisam encontrar alternativas emergenciais de transporte ou faltar ao trabalho para cuidar dos filhos.
Reivindicações dos trabalhadores
A decisão de paralisar foi tomada em assembleia realizada no sábado e confirmada pela Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte do Estado do Piauí ( SINTETRO ). Os funcionários apresentam três demandas principais: reajuste salarial, aumento no valor dos tickets alimentação e participação da empresa no custeio do plano de saúde dos funcionários.
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Denúncias de condições precárias de trabalho
O presidente do Sindicato, Antônio Cardoso, explicou os motivos da paralisação: “nós estamos fazendo esta paralisação por falta de reajuste no salário. Carga horária excessiva, inclusive nós vamos denunciar isso pro Ministério do Trabalho. Esse pessoal começa às seis horas da manhã, cinco e meia dependendo, vai até às dezoito, dezenove horas. E outros que começam nesse mesmo horário encerram às vinte e duas horas. Exploração severa. E nesse turno da noite eles estão pagando só trezentos e cinquenta reais. O ticket é no valor de duzentos e cinquenta reais e tem empresa que não vai dar nem reajuste.”
Cardoso ainda fez um apelo às autoridades: “Então tem que rever isso aí secretário de Educação do Estado, secretário de Educação do Município, SEDUC, SEMEC, governador e prefeito. A educação não pode ser feita só pela metade, tem que ser feita num todo. Do zelador até o secretário. Estão explorando esses trabalhadores e eles não aguentaram mais e resolveram paralisar hoje na manhã desta segunda-feira para as autoridades tomarem conhecimento disso. Exploração de mais de dezoito horas de serviço desses profissionais, dezesseis horas, doze horas de serviço ininterrupto. Então é esse aqui o motivo da paralisação de hoje.”

Perspectivas e preocupações
A continuidade da paralisação pode agravar os prejuízos educacionais, especialmente para estudantes de famílias de baixa renda que não possuem meios alternativos de transporte. Especialistas em educação alertam que interrupções no calendário escolar podem ter efeitos duradouros no desenvolvimento acadêmico dos alunos.

