
A prefeitura municipal de Picos, 311 km ao sul de Teresina, embargou obra de calçamento realizada pelo governo do estado, através do Pro Piauí, na rua São Sebastião. A obra tinha sido iniciada na semana passada e no dia 3 de junho o prefeito Gil Paraibano (Progressistas) visitou o local para ver de perto a situação da obra e decidiu pelo embargo.
O prefeito e sua equipe perceberam após análise que o governo estava usando material de péssima qualidade e que as pedras não tinham nenuma durabilidade. Podiam se desmanchar apenas com a pressão das mãos. Seria uma obra a ser feita para durar muito pouco. Em algum tempo as ruas calçadas estariam repletadas de buracos. “O calçamento da rua São Sebastião estava sendo feito com pedra de arenito, praticamente de areia”, declarou o chefe do Executivo picoense.
Vários fotos e vídeos foram feitos pela equipe da prefeitura. O material está sendo encaminhado ao Ministério Público. “Estamos diante do desperdício do dinheiro público. Isso vai gerar problema para o municipio, que terá de refazer o serviço em pouco tempo”, declarou o procurador geral do município, Antonio José de Carvalho Júnior.
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Além do risco para a comunidade haveria também o prejuízo para o erário. Na fiscalização in loco, o prefeito estava acompanhado do procurador geral do município, Antonio José de Carvalho Júnior. Na segunda-feira 6 de junho a prefeitura decidiu oficializar o embargo, paralisando o serviço ainda no início de sua execução. No local, ficaram restos de material de construção, como areia e pedras.
Em Picos, o Pro Piauí é de responsabilidade do empresário Francisco Araújo da Costa Filho, proprietário da empresa Construtora e Incorporadora Soma e sogro do pré-candidato a governador Rafael Fonteles (PT). O prefeito disse que jamais poderia admitir uma obra desse nível em Picos, sem nenhuma qualidade. “Isso é falta de respeito com a população”, declarou Paraibano.
O procurador geral do município assinalou que sente-se muito triste com a existência de obras do governo em Picos de péssima qualidade. Um detalhe interessante a ser anotado. No local da obra não existe nenhuma placa informando qual a empresa responsável, nem o valor, data de início e conclusão ou qualquer outra informação relevante. Com o embargo, os responsáveis têm 30 dias para regularizar a situação da obra. (Toni Rodrigues)

