Os professores estão sem receber desde janeiro. Alguns alunos também estão sem receber os valores da bolsa. Um professor mandou áudio para Érica Rodrigues e Márcia, que coordena o Instituto. “A garantia desse programa foi sempre a confiabilidade, e essa confiança foi perdida ao longo do tempo, das falas, de alguns dirigentes que não tiveram a condição de repassar informações concretas. Colocar o professor todo dia na sala de aula, ministrar aula e completar as 10 horas aula semanais, isso é absurdo. Isso não pode ser promessa nem brincadeira. Se não há pagamento, não tem como dar aula. Ninguém vai trabalhar com promessa”, disse o professor, identificado como Darlan.
Érica Rodrigues disse para o professor que repassa aos contratados apenas aquilo que é repassado para os coordenadores. “Não estamos brigando para trabalhar sem receber, afirmo que não me arrependo de todo o nosso trabalho do Instituto, trabalhamos de acordo com o que está no edital. Recebemos 20% de todo o cronograma pra realizar todo o cronograma que a gente realizou. Agora a gente precisa dos outros 20% para dar continuidade. Agora, quem não tiver interesse, pode entrar direto no meu privado e dizer que não quer mais dar continuidade na turma, que a gente negocia como vai ficar daqui pra frente”, acentuou.
Em Parnaíba, o programa é comandado pelo ex-vereador Fernando Gomes, que foi filiado ao PT e hoje é ligado ao suplente de deputado Paulo Martins, que será candidato a deputado em outubro. Ele é uma liderança de Martins naquele município. O programa funciona da seguinte maneira. Fernando Gomes recrutou mais de 15 coordenadores. Esses coordenadores recrutaram os professores. Cada coordenador era responsável por recrutar professor e os professores eram responsáveis por recrutar os alunos. O Instituto foi usado para recrutar coordenadores e professores. Há indícios de que o Instituto esteja sendo usado para carrear votos ao suplente de deputado Paulo Martins e aos candidatos Rafael Fonteles e Wellington Dias, respectivamente ao governo e ao senado, todos são do PT.
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O Instituto é presidido Ícaro Gomes, casado com Érica Rodrigues. Os coordenadores e professores afirmam ter trabalhado e mandaram fotos para a reportagem a fim de comprovar seu engajamento. A forma de prestar contas com a fiscalização é exatamente postar fotos nas redes sociais. Aqueles que trabalharam é que estão sendo enganados. Os alunos matriculados seriam orientados a dar o seu voto em favor dos políticos mencionados. Eles recebem bolsa de estudos no valor de R$ 1.310,00. O Ministério Público Federal está investigando a execução do programa, associado a questões políticas.
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