Tubos de TV e de computadores, gabinetes de computadores, lâmpadas elétrica, mouses, grades de plástico, teclados de computadores e peças de notebooks lotam as salas que foram usadas por gerações de alunos da zona Norte de Teresina, inclusive para alunos do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
As telhas da Unidade Escolar Gayoso e Almendra estão todas quebradas permitindo que as águas das chuvas se acumulem no lixo eletrônico. O teto de gesso das salas de aulas, da direção e dos espaços comuns dos alunos está quebrado e caindo. O cenário é de desolação, abandono e desprezo pela educação do Piauí.
O pátio principal e os pátios laterais e os que eram destinados à educação física foram tomados pelo mato, pelos galhos secos das árvores que caíram com o tempo, fezes e garrafas PETs com urina dos ladrões que usam a unidade escolar para se esconderam após os assaltos e dos dependentes químicos que usam o local para o consumo de drogas.
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Além do lixo caseiro que é jogado dentro do pátio do colégio é possível ver bolsas de mulheres vítimas de roubo. O motorista Anastácio Brasa, que mora na frente da Unidade Escolar Gayoso e Almendra, conta que sua mulher, Maria Iraneide Veras, está doente com sintomas de Chikungunya e ele sabe de onde saíram os mosquitos transmissores da doença.
“Eu estudei no Gayoso e Almendra, era um grande colégio e agora é apenas foco de dengue e Chikungunya e local para os ladrões se esconderam e os dependentes químicos usaram drogas”, falou Anastácio Brasa.
O servidor público Raimundo Sotero de Sousa declarou que os moradores da vizinhança já tiraram dinheiro de seus bolsos para reerguer parte do muro da Unidade Escolar Gayoso e Almendra, mas os criminosos quebram novamente o muro.
“Os ratos que se criam no colégio passam para nossas casas e o Governo do Estado deixa para sempre o colégio abandonado”, falou Raimundo Sotero.
Fonte: Efrém Ribeiro

