O julgamento pelo Tribunal Popular do Júri estava marcado para a manhã desta quinta-feira (24).
O julgamento do ex-vereador de Teresina, Djalma da Costa e Silva Filho, mais conhecido como “Djalma Filho”, acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista Donizetti Adalto, que estava marcado para a manhã desta quinta-feira (24), foi adiado mais um vez depois que o advogado criminalista Lúcio Tadeu Ribeiro dos Santos renunciou à defesa do acusado.
O juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto, presidente da sessão, leu o pedido de renúncia da defesa do ex-vereador e remarcou a nova data do julgamento. “Hoje, nós não vamos fazer o julgamento do acusado, mas o faremos no dia 27 de abril, às 8h30, para que peço que sejam intimadas todas as partes, as testemunhas”, afirmou.
Renúncia
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No comunicado de renúncia, o advogado Lúcio Tadeu argumentou que a defesa entendeu ser imprescindível a oitiva de pelo menos três pessoas, mas que o juiz admitiu que elas somente poderiam ser substituídas caso houvesse o compromisso de comparecimento espontâneo, o que, segundo o advogado, se mostrou impossível porque pelo menos duas delas “somente poderão comparecer se devida e regularmente intimadas até a conta de eventual condução coercitiva, para que as mesmas não se furtem do dever de falar a verdade do que sabem, ato indispensável para a busca da verdade processual, advindo da verdade real”.
Entenda o caso
De acordo com a acusação do Ministério Público, baseada em inquérito policial proveniente do 2º Distrito Policial, Donizetti Adalto foi morto numa emboscada, impossibilitando a sua defesa, onde foram desferidos vários tiros a queima roupa e, ainda agonizando, foi torturado, o que lhe causou traumatismo nas unidades dentárias.

O ex-vereador foi pronunciado por homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, meio cruel e a emboscada. O crime é considerado hediondo.
Decisão proferida no dia 14 de setembro do ano passado frisou que o processo estava pronto para julgamento diante do conjunto probatório presente nos autos, “razão pela qual não há que se falar em violação ao princípio da ampla defesa”.
Para o magistrado, foram empreendidas todas as diligências necessárias no sentido de localizar exames periciais e demais laudos solicitados pela defesa de Djalma Filho e deixou consignado que seriam juntados aos autos, os documentos que pudessem ser encontrados, tendo em vista se tratar de processo bastante antigo.
Caso seja condenado, o ex-vereador Djalma Filho poderá pegar até 30 anos de cadeia.
VIA Portal GP1.com

