Portal de União
Notification Show More
Aa
  • Início
  • Educação
  • Cidade
  • Esportes
  • Polícia
  • Cultura
Reading: Na rota da BALAiada!!
Share
Aa
Portal de União
Busca
  • Início
  • Educação
  • Cidade
  • Esportes
  • Polícia
  • Cultura
Have an existing account? Sign In
Follow US
© Portal de União | Desenvolvido por: LabJobs
Geral

Na rota da BALAiada!!

Diego Albert
Last updated: 13/08/2018
Diego Albert 846 Views
Share
6 Min Read
Enforcamento de Dom Cosme, um dos líderes da revolta.
SHARE

A Balaiada foi uma revolta de cunho político-social que rebentou durante o período Regencial (1831-1840) no Maranhão. O período foi marcado por uma série de revoltas provinciais em todo o Brasil, motivadas pela grave crise econômica, social e política que reinava no país. Reino aliás que estava sem rei, pois D. Pedro II, herdeiro do trono ainda não alcançara a maioridade necessária para governar.

Diante desse cenário, um turbilhão alcançou a vizinha província do Maranhão, governado há muitos anos pelos “cabanos”, designação dada aos membros do Partido da Conservador daquela província. Véspera do estopim da guerra, os “bem-te-vis”, como eram chamados os liberais assumiram o poder. A partir daí as rivalidades se transformaram em perseguição política. Juntou-se a tudo isso uma grave crise econômica que castigava sobretudo a população mais pobre, o recrutamento forçado por parte do governo, e a extinção dos Juízes de Paz através da criação da Lei dos Prefeitos. Eis a receita para irromper uma revolta na região. E assim aconteceu. Em dezembro de 1838 deflagrou-se no Maranhão a Balaiada, ou “Guerra dos Balaios”, nome emprestado por um dos principais líderes da revolta, Manuel Balaio.

O cenário vivido no Piauí era praticamente o mesmo. Aqui, além da crise econômica, social e política, a população vivia sob a ditadura do Barão da Parnaíba, que governava a província com a “mão de ferro” desde 1823. Logo no começo de 1839 ela alcançou o Piauí. Aqui ela se alastrou rapidamente, estendendo-se até meados de 1841, quando oficialmente se deu o fim da insurreição.

- Publicidade -

E em União, na época ainda um distrito ribeirinho pertencente a Vila de Campo Maior? No Estanhado concentrou-se grande parte das forças legalistas e da resistência rebelde. Foi um local importantíssimo. Vários acampamentos foram instalados na região. Os balaios, motivados em tentarem estabelecer uma cabeça de ponte com o Piauí, e o governo tentando proteger o centro-norte da província da presença rebelde instalaram uma série de pontos e acampamentos. Não tardou muito para o primeiro tiro ser disparado no território “unionense”. No início de setembro de 1839 um confronto em Melancias (atual COMVAP) deu “boas vindas” a Balaiada no Estanhado. A partir daí a povoação foi “sacudida” até o final da guerra.

Muitos combates foram travados em todo o território unionense. A própria povoação foi cercada por balaios em 1839, ficando quase sem alimentos no natal do mesmo ano. Entre 1839 e 1840 ocorreu o maior número de confrontos “em União”. Mussum, Salobro, São Mamede, Prata, Santa Rita, Malhada da Areia, Curimatá e Egito, foram locais infestados por revoltosos e legalistas. O governo na tentativa de reprimir a revolta na província criou duas Colunas de repressão: a Coluna do Oeste, sediada no sul da Província; e a Coluna do Norte, com sede no Estanhado. A escolha se deveu a localização estratégica da povoação. Caxias, o epicentro da revolta naquele momento estava a poucos passos do lugarejo, próximo aos olhares dos legalistas piauienses. Para comandar o Quartel-general dessa Coluna fora designado o bravo major Manuel Clementino de Sousa Martins, sobrinho do Barão da Parnaíba.

Clementino, temido por grande parte dos balaios, protagonizou a maior batalha da região. Em 14 de setembro de 1839 ele fora morto nas matas da Conceição (Maranhão), localidade defronte a Santa Rita. Cerca de 2.500 homens defrontaram-se entre as duas margens durante os dias 11, 12, 13 e 14 de setembro. Clementino, muito afoito, adentrou nas perigosas matas do “Baixão” e lá morto com dois tiros. De acordo com a historiografia, de lá o corpo foi levado de barco até a capela do Estanhado – hoje igreja matriz de Nossa Senhora dos Remédios, para ser sepultado.

A Balaiada no Estanhado “consagrou” personagens então desconhecidos pela historiografia oficial. A grande maioria lutou pelo lado dos “rebeldes”. Albina, filha de um dos líderes balaios da região foi capturada e morta por soldados em meados de 1841; Antônio da Silva Coutinho – o “conspirador”, foi preso, castigado, e depois perdoado pelo governo; José Francisco Alves de Holanda, supostamente um dos primeiros moradores da povoação, foi torturado e morto pelos legalistas por crime de traição; e Manuel Alves Campos, líder do acampamento balaio de Curimatá e supostamente pai de Albina. Estes foram alguns deles.

A Balaiada foi um dos acontecimentos mais importantes para a História de União. Infelizmente ela ainda não deteve a devida importância que merece. Diferentemente da vizinha Caxias (MA), não se tem nenhum monumento ou logradouro que recorde esse acontecimento.

o frei Cegonha..

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Relacionado

TAGGED: top
Diego Albert 13/08/2018 08/08/2018
Share this Article
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp Copy Link Print
Previous Article Após quase cinco anos juiz profere sentença em caso de menina que morreu em parque de diversões em São Raimundo Nonato
Next Article Principais cemitérios do município de União estão sem espaço para novos sepultamentos.
Portal de União

© Portal de União | Desenvolvido por: LabJobs

adbanner
AdBlock Detectado
Nosso site é um site com suporte de publicidade. Por favor, coloque na lista de permissões para apoiar nosso site.
Okay, I'll Whitelist
Bem vindo!

Entre no painel administrativo

Lost your password?
%d