Documento registrou um pico de chamados em agosto, e 90% dos atendimentos estão concentrados em Teresina
Com o avanço do período mais seco do ano, o número de focos de incêndio e de ocorrências tende a aumentar no Piauí. Entre 1º de janeiro e 17 de setembro de 2026, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí (CBMEPI) atendeu 4.899 chamados gerais, quase 19 por dia. Somadas, as queimadas em vegetação e os incêndios urbanos chegam a 3.287 registros, ou 67,1% do total de ocorrências da corporação.

Relatório registrou um pico de chamados em agosto, e 90% dos atendimentos estão concentrados em Teresina.
As queimadas em vegetação são a maior causa de acionamentos, com 2.187 casos (44,6%). Os incêndios urbanos somam 1.100 registros (22,5%). Nesse grupo, 170 foram em rede elétrica e 128 em residências. Os outros 802 incluem incêndios em veículos, estabelecimentos comerciais e indústrias, entre outros locais.
Fora do combate ao fogo, a corporação atendeu 912 chamados de Busca e Salvamento (18,6%) e 700 de Resgate e Atendimento Pré-Hospitalar (APH), que correspondem a 14,3%. No APH, os acidentes de trânsito lideram, com 283 atendimentos. Na Busca e Salvamento, o atendimento a animais motivou 416 operações, entre capturas, buscas e resgates, e outros 496 acionamentos foram classificados como demais tipos de apoio.
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Teresina concentra nove em cada dez chamados
A capital reúne 90,18% das ocorrências, o equivalente a cerca de 4,4 mil chamados. Na sequência aparecem Parnaíba (159), Altos (78) e José de Freitas (40). Os demais municípios somam 4,16%.
O volume de ocorrências cresceu ao longo do ano e atingiu o pico em agosto, mês típico da estiagem, com 1.187 registros, mais de três vezes os 370 de janeiro. Setembro mantém o ritmo, foram 678 chamados entre 1º e 17, média de cerca de 40 por dia, contra 38 em agosto.
Os chamados se concentram da tarde ao início da noite, com pico às 18h, enquanto a madrugada (0h às 6h) tem o menor fluxo. Quanto ao desfecho, 49,33% dos casos foram encerrados sem envio de viatura. Segundo o relatório, isso pode indicar cancelamento pelo solicitante, viaturas já empenhadas em outras ocorrências, falta de dados para localização ou atendimento por outra instituição. Outros 38,53% foram resolvidos no próprio local e 7,35% em outro local.

