O piauiense Ronaldo Lopes de Oliveira, delegado da Polícia Civil do Estado do Pará, está desaparecido desde a última segunda-feira (1º). Segundo informações da polícia e de familiares, ele saiu da cidade de Castanhal (PA) com destino a Igarapé-Açu (PA), onde buscaria a filha, mas não chegou ao local.
De acordo com as investigações, antes do desaparecimento, o delegado teria vendido o próprio celular por R$ 2 mil. A polícia também identificou movimentações do veículo conduzido por ele. O carro foi registrado em postos de combustível na divisa entre os estados do Pará e Maranhão e, posteriormente, na cidade de Bacabal (MA).
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As diligências apontam que o veículo passou pela região de Miguel Alves, no Norte do Piauí, durante a madrugada dos dias seguintes ao desaparecimento. Além disso, câmeras e levantamentos policiais indicam que o automóvel também circulou por Teresina.
Uma das principais linhas de investigação considera a possibilidade de Ronaldo Lopes estar na zona rural da capital piauiense, especialmente na região do povoado Santa Luz. O local possui ligação afetiva com o delegado, pois abrigava um sítio pertencente ao seu avô materno, já falecido, com quem mantinha forte vínculo.
Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o desaparecimento possa estar relacionado a um quadro de depressão. Ronaldo Lopes possui histórico da doença e chegou a permanecer afastado das atividades profissionais por cerca de seis meses para tratamento, retornando ao trabalho em janeiro deste ano.
As buscas são conduzidas pela Delegacia de Desaparecidos do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que iniciou diligências no Piauí nesta quarta-feira (4). Até o momento, o delegado não foi localizado.
No momento do desaparecimento, Ronaldo Lopes vestia farda da Polícia Civil do Pará e portava colete balístico e arma de fogo institucional.
A polícia solicita que qualquer informação sobre o paradeiro do delegado seja comunicada imediatamente às autoridades por meio dos canais oficiais de segurança pública. As investigações e as buscas continuam.

