Pesquisa desmoraliza os institutos do Piauí: Rafael é desaprovado em mais de 50%
Em política, ninguém grita tão alto quanto o aliado que emudece. E é exatamente isso que está acontecendo no entorno de Rafael Fonteles desde o entrevero com Wellington Dias pela escolha da vice. Petista histórico, deputado da base, prefeito aliado, secretário de primeiro escalão — todos, subitamente, descobriram o valor do silêncio.
Não falam de política. Não falam do governo. E, sobretudo, não dizem se vão votar no governador em 2026.
Esse silêncio não é casual, nem é cansaço. É bilhete sem assinatura, recado entregue sem remetente.
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Quem conhece o PT piauiense sabe:
Quando o militante que defenderia Wellington no tapa começa a mudar de assunto ao ouvir o nome de Rafael, a mensagem já foi dada e recebida. Falta só o governador admitir que ouviu.

Rafael Fonteles
Rafael tá pisando, descalço em “mi seco”. O povo vira-lhe as costas
Desentendimento?
Contam os cronistas do Karnak que tudo não passou de um desentendimento pontual. Uma divergência republicana sobre nomes, daquelas que acontecem nas melhores famílias políticas. Nada que abalasse a sólida, harmoniosa e inquebrantável aliança entre o governador e seu padrinho, dizem eles.
No entanto…
Pelo menos é o que dizem — baixinho, olhando para os lados, com aquele sorriso que político usa quando precisa mentir em público.
A verdade é menos romântica. A briga pela vice foi o episódio, não o enredo. O enredo vinha se escrevendo havia meses, capítulo a capítulo, cada vez que Rafael anunciava um nome sem consultar, fechava uma porta sem avisar, construía um governo que Wellington olhava de longe e já não reconhecia como seu.

Rafael e Wellington estão em relação mal resolvida.
Os infortúnios de Rafael começaram com a crise com Wellington (e, claro, por cargos)
O governador queria autonomia
Um desejo legítimo, aliás. Só esqueceu o detalhe menor de que autonomia se conquista, não se decreta. E que padrinho político, quando descobre que virou paisagem, raramente se contenta com o papel.
Existe hoje, no Piauí, uma pergunta que ninguém da base governista consegue responder em voz alta.
Portal AZ

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