Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados no montante de R$ 5,3 milhões.
Na manhã desta quarta-feira (15) a Polícia Federal deflagrou a Operação Bórgias II, para desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que já causaram prejuízo de mais de R$ 5,3 milhões. Foram cumpridos mandados judiciais no Piauí e no Maranhão.
Segundo a PF, os crimes contra a previdência eram realizados no município de Codó, no Maranhão. O grupo fraudava sistemas do INSS mediante a inserção de documentos falsos, alteração de dados cadastrais e de locais de pagamento, para viabilizar o recebimento indevido de benefícios.

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Entre as práticas identificadas no decorrer da investigação, estão o saque de benefícios após o óbito, além de benefícios vinculados a pessoas fictícias e a beneficiários vivos. Foram constatados 17 benefícios vinculados à atuação da organização criminosa.
Mandados judiciais
Os policiais cumpriram 17 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão temporária nos municípios de Teresina (PI), Codó (MA) e Bacabal (MA), ordens judiciais expedidas pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Teresina, da Seção Judiciária do Piauí.
Diante do prejuízo estimado ao INSS, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o montante de R$ 5,3 milhões.
Operação Bórgias
Ainda conforme, a PF, parte dos investigados já havia sido alvo da Operação Bórgias I, deflagrada no ano de 2023, o que evidencia a reiteração da prática delitiva. A ação policial teve apoio da Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP).

