O termo “estupro” carrega um peso que transcende as palavras. Além de ser um crime bárbaro, o tema frequentemente sofre com a resistência do público e de algoritmos, mas a necessidade de “tocar na ferida” torna-se urgente diante de estatísticas alarmantes no Piauí. Recentemente, dois casos chocantes em Teresina reacenderam o debate sobre a segurança das mulheres no estado: a violência sofrida por uma jornalista e o estupro de uma idosa dentro da própria Delegacia Geral.
Estatísticas que Assustam
Durante o programa Assunto da Semana, a repórter Joyce Nirvana trouxe à tona os dados consolidados do último ano. Em 2025, o Piauí registrou a marca de 1.381 mulheres vítimas de estupro.
“São mais de 1.300 famílias destruídas”, destacou a jornalista. O número reflete não apenas a violência física, mas um trauma sistêmico que afeta toda a estrutura social e familiar das vítimas.
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O Trauma que Não Prescreve
O vídeo também resgatou depoimentos que ilustram a face mais cruel desse crime: o abuso infantil e intrafamiliar. Uma jovem, hoje com 16 anos, relatou o horror vivido aos 10 anos de idade. O agressor era seu próprio padrasto.
“Ele conseguiu realmente fazer o ato… só que como eu era criança…”, relata a jovem em um trecho de reportagem exibido originalmente pela TV Clube em março de 2025.
O Que Diz a Lei
De acordo com o Código Penal Brasileiro, o estupro consiste na imposição de prática sexual mediante ameaça ou violência. A pena prevista varia de 6 a 10 anos de reclusão, podendo ser aumentada dependendo da gravidade das lesões ou da idade da vítima.
Especialistas e movimentos sociais reforçam que a culpa nunca é da vítima. A discussão sobre esses casos é fundamental para romper o ciclo de silêncio e exigir políticas públicas de segurança e acolhimento mais eficazes no estado.
Via Portal Oitomeia

