Portal de União
Notification Show More
Aa
  • Início
  • Educação
  • Cidade
  • Esportes
  • Polícia
  • Cultura
Reading: Festa do PT pelo fim da CPMI do INSS fala mais que qualquer narrativa
Share
Aa
Portal de União
Busca
  • Início
  • Educação
  • Cidade
  • Esportes
  • Polícia
  • Cultura
Have an existing account? Sign In
Follow US
© Portal de União | Desenvolvido por: LabJobs
DestaquePolitica

Festa do PT pelo fim da CPMI do INSS fala mais que qualquer narrativa

Portal de União
Last updated: 08/04/2026
Portal de União 325 Views
Share
7 Min Read
SHARE

Ao longo de mais de 10 meses de funcionamento, a CPMI do INSS expôs um dos mais repugnantes esquemas de saque sistemático contra aposentados da história recente do Brasil. Um esquema frio, calculado e persistente, que drenou bilhões de reais de pessoas simples — muitas delas doentes, pobres e dependentes de cada centavo para sobreviver.

Mas tão escandaloso quanto o roubo em si foi o comportamento do PT e de seus asseclas políticos diante da tentativa de investigação.

Desde o primeiro minuto, o partido agiu não como quem deseja esclarecer crimes, mas como quem teme desesperadamente que eles sejam esclarecidos. Votou contra a criação da CPMI. Trabalhou contra sua instalação. Resistiu às convocações de personagens amplamente citados nas investigações. Blindou aliados. Obstruiu requerimentos. Travou quebras de sigilo. E utilizou cada brecha regimental possível para transformar a comissão em um campo minado contra a verdade.

- Publicidade -

Foi sabotagem política em estado puro.

Nenhum parlamentar do PT assinou o pedido de criação da CPMI. Nenhum. Quando perceberam que não conseguiriam impedir sua instalação, passaram a operar por dentro, com disciplina quase militar, para esvaziá-la e neutralizá-la. Retardaram indicações, tumultuaram sessões, bloquearam depoimentos e usaram a maioria governista como escudo institucional para impedir que a investigação avançasse sobre nomes incômodos.

Não foi erro. Não foi coincidência.

Foi estratégia.

Uma estratégia típica de quem controla a máquina política e a utiliza não para proteger a população, mas para proteger seus próprios quadros.

O comportamento dos governistas foi tão descarado que chegou ao grotesco. Deputados e senadores da base governista atuaram como verdadeiros advogados de defesa dos investigados — muitos deles aliados históricos do próprio partido. Em vez de buscar justiça para aposentados lesados, preferiram gastar energia tentando desqualificar a investigação e construir narrativas diversionistas.

E a mais absurda dessas narrativas foi a tentativa de culpar Jair Bolsonaro pela criação do esquema.

Uma tese tão ilógica que beira o ridículo.

Segundo essa versão conveniente, o governo anterior teria criado uma engrenagem criminosa para beneficiar justamente sindicatos, associações e entidades historicamente vinculadas ao universo político do PT — grupos que orbitam a esquerda há décadas e que sempre estiveram muito mais próximos do lulismo do que de qualquer outro governo.

É uma explicação que não se sustenta nem no mais indulgente exercício de imaginação.

Se houvesse qualquer prova sólida de responsabilidade direta do governo anterior, o comportamento natural de um governo seria estimular a investigação com entusiasmo. Seria expor documentos. Convocar testemunhas. Produzir manchetes. Capitalizar politicamente cada descoberta.

Mas o que se viu foi o oposto.

O PT fez tudo para impedir.

Tudo.

Votou contra a criação da CPMI. Votou contra convocações. Votou contra quebras de sigilo. Votou contra aprofundamento das investigações.

E, quando não conseguiu bloquear completamente o trabalho, tratou de esvaziá-lo e desacreditá-lo.

A atuação foi tão sistemática que muitos parlamentares da base governista pareciam mais empenhados em proteger suspeitos do que em proteger aposentados.

E então veio a cena que sintetizou tudo.

Parlamentares petistas sorrindo, comemorando e fazendo o gesto do “L” ao final dos trabalhos da comissão. Uma celebração que não soou como dever cumprido, mas como alívio institucional — o alívio de quem escapou de uma investigação potencialmente devastadora.

Foi a imagem de um poder político festejando o encerramento de uma apuração sobre o roubo de idosos.

Uma imagem que dispensa explicações.

Ao longo da CPMI, surgiram indícios de conexões entre operadores do esquema e figuras próximas ao núcleo político do governo. Processos administrativos desapareceram. Investigações foram retardadas. Informações foram sonegadas. E dados essenciais foram tratados como se fossem segredos de Estado.

Enquanto isso, o governo adotou a velha fórmula: abrir os cofres públicos para conter o desgaste político.

Bilhões foram liberados para ressarcir parcialmente as vítimas — não com dinheiro recuperado dos responsáveis, mas com recursos pagos pelos próprios contribuintes. Em outras palavras, a população foi obrigada a pagar duas vezes: primeiro como vítima do esquema e depois como financiadora do ressarcimento.

É a socialização do prejuízo e a privatização da responsabilidade.

No momento decisivo, a maioria governista fez o que sempre faz quando o risco político aumenta: usou o peso dos números para enterrar conclusões incômodas. Rejeitou o relatório que pedia indiciamentos e substituiu a investigação por uma narrativa política conveniente, insistindo na tese de que “a culpa é do adversário”.

Não houve surpresa.

Houve previsibilidade.

Porque, desde o início, o objetivo nunca foi esclarecer o escândalo. Nunca foi punir responsáveis.

Nunca foi defender aposentados.

O objetivo foi proteger aliados. Preservar estruturas.

Evitar danos eleitorais.

E, acima de tudo, impedir que a verdade chegasse inteira ao conhecimento da população.

O comportamento do PT e de seus asseclas ao longo da CPMI não foi o de um partido comprometido com a justiça, mas o de um grupo político disposto a usar sua maioria institucional para sufocar investigações e blindar seus próprios interesses.

Quando um partido luta contra a investigação desde o primeiro minuto, bloqueia depoimentos, protege aliados e comemora o encerramento de uma apuração sobre fraudes bilionárias contra aposentados, não está defendendo a população.

Está defendendo a si mesmo.

E isso, mais cedo ou mais tarde, cobra um preço político.

Via Portal Gazeta do Povo

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Relacionado

Portal de União 08/04/2026 04/04/2026
Share this Article
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp Copy Link Print
Previous Article Jovem morre em acidente na localidade São Filipe; é a terceira vítima fatal na PI-112 nos últimos dias
Next Article Colisão entre motos deixa dois mortos na PI-370, próximo ao cemitério da localidade Monte Castelo
Leave a comment Leave a comment

Deixe uma respostaCancelar resposta

Portal de União

© Portal de União | Desenvolvido por: LabJobs

adbanner
AdBlock Detectado
Nosso site é um site com suporte de publicidade. Por favor, coloque na lista de permissões para apoiar nosso site.
Okay, I'll Whitelist
Bem vindo!

Entre no painel administrativo

Lost your password?
%d