O estado do Piauí aparece entre os que registram as maiores taxas de feminicídio do país, de acordo com dados divulgados pelo Centro de Liderança Pública (CLP), no Ranking de Competitividade dos Estados 2025. O levantamento considera o número de vítimas por 100 mil mulheres e classifica as unidades da federação com base nas menores taxas — ou seja, quanto pior a posição, maior a incidência do crime.
No ranking, o Piauí ocupa a 25ª colocação entre os 27 estados, com uma taxa aproximada de 2,3 feminicídios por 100 mil mulheres, ficando entre os piores desempenhos do país no indicador. O dado evidencia um cenário preocupante no enfrentamento à violência de gênero no estado.
O estudo do CLP integra o pilar de Segurança Pública e utiliza dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), referência nacional no monitoramento da criminalidade. A metodologia busca destacar os estados com melhores índices — neste caso, aqueles com menor número de feminicídios proporcional à população feminina.
Cenário nacional preocupante
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O contexto brasileiro também é alarmante. Em 2025, o país registrou 1.568 vítimas de feminicídio, o maior número desde a tipificação do crime em 2015, com crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Especialistas apontam que a maioria dos casos ocorre dentro do ambiente doméstico, frequentemente cometidos por parceiros ou ex-companheiros.
Realidade no Piauí
Dados estaduais reforçam a gravidade da situação. Em 2024, o Piauí registrou 40 casos de feminicídio, um aumento de 43% em relação ao ano anterior. O levantamento também indica que a maior parte das vítimas está na faixa etária entre 30 e 49 anos e que os crimes, em sua maioria, acontecem dentro da residência da vítima.
Tribunal de Contas do Estado do Piauí
Outro dado preocupante é a baixa proteção prévia: apenas uma pequena parcela das vítimas possuía medida protetiva ou havia registrado ocorrência antes do crime.
Desafio para políticas públicas
A posição do Piauí no ranking reforça a necessidade de ampliação de políticas públicas de prevenção, fortalecimento da rede de proteção às mulheres e maior efetividade na aplicação de medidas legais já existentes.
Apesar de o Brasil possuir uma legislação considerada avançada no combate à violência de gênero, especialistas destacam que o principal desafio ainda é garantir que essas leis sejam efetivamente aplicadas no cotidiano, evitando que novos casos continuem ocorrendo.
Via CLP Brasil
**Está matéria não representa a opinião do Portal de União**

