A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, um reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel A vendido às distribuidoras, com vigência a partir de sábado, 14 de março. Com isso, o preço médio da estatal para as distribuidoras passa a R$ 3,65 por litro. Considerando a mistura obrigatória com biodiesel, o efeito estimado no diesel B, vendido nos postos, é de R$ 0,32 por litro.
O aumento veio logo depois de o governo federal editar medidas para tentar conter o impacto da disparada do petróleo no mercado internacional. Entre elas, está o zeramento das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, com redução estimada de R$ 0,32 por litro, além de uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores, desde que esse desconto seja repassado na cadeia de preços. Somadas, as medidas podem representar um alívio potencial de R$ 0,64 por litro ao consumidor.
Segundo a Petrobras, a desoneração federal ajuda a mitigar o impacto do reajuste nas bombas. A estatal também informou que aderiu ao programa de subvenção econômica criado pela MP nº 1.340, de 12 de março de 2026.
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O pano de fundo da decisão é a forte alta do petróleo causada pela crise no Oriente Médio. Reportagens desta sexta mostram que o avanço das cotações internacionais pressionou o mercado brasileiro, especialmente porque o país ainda depende parcialmente de importações de diesel.
Em resumo: o governo zerou impostos para tentar segurar o preço final, mas a Petrobras mesmo assim reajustou o diesel nas distribuidoras por causa da pressão internacional sobre o petróleo. O efeito real nos postos agora depende do repasse feito por distribuidoras e revendedores.

