Uma operação da Polícia Civil, deflagrada na manhã desta quarta-feira (11), mira um grupo suspeito de cometer fraudes na emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) e na transferência indevida de veículos. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em diversas cidades, incluindo Imperatriz, no Maranhão, e municípios do Tocantins.

As investigações apontam que o grupo criminoso atuava de forma infiltrada dentro do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (DETRAN-TO), com foco específico nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) das cidades de Augustinópolis (TO), Araguatins (TO) e Araguaína (TO).

Como funcionava o esquema: De acordo com o inquérito, o esquema envolvia a facilitação e a venda de CNHs sem que os candidatos realizassem as etapas obrigatórias, como aulas teóricas, práticas ou exames de direção. Além disso, os investigados operavam transferências ilegais de propriedade de veículos, muitas vezes utilizando documentos falsificados ou inserindo dados falsos no sistema oficial do Detran.

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Em Imperatriz, os mandados foram cumpridos por policiais da 10ª Delegacia Regional e da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), visando capturar operadores do esquema que residem ou mantêm negócios na região tocantina do Maranhão.

Valores e Envolvidos: A investigação apurou que eram cobrados valores que variavam de R$ 500 a mais de R$ 4.000, dependendo do tipo de fraude solicitado. Entre os alvos da operação estão servidores públicos, instrutores de autoescola, despachantes e profissionais de saúde credenciados que emitiam laudos fraudulentos.

A Polícia Civil informou que o objetivo principal da operação, além das prisões e apreensões, é combater a corrupção sistêmica no órgão de trânsito e retirar de circulação motoristas que não possuem a capacidade técnica para dirigir, garantindo assim a segurança viária.

O caso continua sendo investigado para identificar outros beneficiários que compraram as habilitações ilegais. Os envolvidos podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa.

Via Portal G1 Maranhão