Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (20), a Operação Descarrilho com o objetivo de desarticular grupo criminoso voltado à prática de furtos de trilhos ferroviários pertencentes à extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), patrimônio histórico da União sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), nos municípios de Altos e de Campo Maior. Conforme a PF, a extensão inicial dos trilhos subtraídos alcança mais de 200 km, configurando relevante prejuízo ao patrimônio público federal.

Policiais federais cumpriram um mandado de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Maior-PI e de Muriaé-MG. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária do Piauí.

Foto: Divulgação/PF-PI

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Equipes do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal

Equipes do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal

Investigações

No final de 2025, a Polícia Federal prendeu em flagrante um motorista que transportava cerca de 80 barras de trilhos ferroviários em um caminhão-trator, na BR-343, em Altos (PI). Com o avanço das investigações, conduzidas com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar de Campo Maior, foi identificado um grupo criminoso que furtava sistematicamente trilhos, pinos e emendas metálicas da malha ferroviária federal desativada.

O material subtraído era ocultado em galpões, chácaras e sítios da região, para posterior transporte interestadual com destino a Minas Gerais, onde seria comercializado ilegalmente.

Foto: Divulgação/PF-PI

Trilhos furtados, recuperados pela Polícia Federal

Trilhos furtados, recuperados pela Polícia Federal

A extensão inicial dos trilhos subtraídos alcança aproximadamente 200 km, configurando relevante prejuízo ao patrimônio público federal. O esquema envolvia o pagamento, por tonelada de material furtado, aos motoristas contratados para o transporte interestadual.

Os investigados podem responder pelos crimes de furto qualificado e de associação criminosa, com penas que podem ultrapassar 10 anos de reclusão.

Via Portal GP1