De acordo com os pacientes, a escassez envolve materiais básicos para a continuidade do procedimento, o que tem provocado interrupções e atrasos no tratamento. A hemodiálise é um procedimento vital, realizado várias vezes por semana, e a sua suspensão pode levar a complicações graves, como sobrecarga cardíaca, desequilíbrios eletrolíticos e até óbito. As denúncias contrastam com o discurso oficial do governo do Estado, que vem utilizando as redes sociais para anunciar “excelência na saúde” e divulgar números positivos sobre a redução das filas de cirurgias eletivas.
Pacientes e familiares questionam a veracidade desses dados e afirmam que a realidade vivida nas unidades de saúde, especialmente no HGV, não corresponde às informações publicizadas “Enquanto o governo fala em avanços e números recordes, nós estamos voltando para casa sem tratamento”, relata um paciente que preferiu não se identificar, temendo represálias.A reportagem procurou a Sesapi para esclarecimentos sobre as denúncias de falta de insumos e a interrupção das sessões de hemodiálise no HGV, mas até o fechamento desta nota não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação da secretaria e do Governo do Estado.
Entidades de defesa dos pacientes renais cobram providências urgentes, transparência nos dados divulgados e a regularização imediata do fornecimento de insumos, a fim de evitar que vidas continuem sendo colocadas em risco.
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