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Wellington Dias entrega títulos de terras sem valor e certificados de posse sem valor para famílias que lutam há 30 anos por terras em Canto do Buriti e que já tinham caído no golpe de produção de biodiesel com mamona de Lula

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Last updated: 12/06/2022
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Wellington Dias entrega títulos de terras sem valor e certificados de posse sem valor para famílias que lutam há 30 anos por terras em Canto do Buriti e que já tinham caído no golpe de produção de biodiesel com mamona de Lula
Vivendo sem água suficiente,   com posto de saúde fechado e na pobreza, cercados por mato e ruínas de armazéns e carros depenados em um cenário pós-apocalíptico, 611 famílias do povoado Santa Clara, no município de Canto do Buriti (408 km de Teresina), são vítimas do discurso e práticas políticas de promessa de igualdade e  vida melhor no futuro do ex-governador  do Piauí, Wellington Dias (PT), pré-candidato ao Senado;  do PT; do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST); do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à Presidência da República e da crença de reforma agrária privada.
Testemunha desse fracasso épico é a aposentada Raimunda Maria Delmonde da Costa e Silva, a Marieta, de 70 anos, que lembra que famílias sem-terra vivendo na pobreza seguiram o MST em uma invasão das terras que eram da empresa Cajunorte, que tinha projeto de plantio de caju financiado pelo Banco do Nordeste (BNB), faliu e o abandonou.
Passando por dificuldades em uma terra do semiarido ruim para o plantio de milho, feijão e mandioca, as famílias testemunharam, em 2004, em seu primeiro ano de governo, Wellington Dias ceder, orientado pelo então presidente Lula, não para os invasores organizados pelo MST, mas para o banqueiro Daniel Birmann, proprietário da empresa da empresa Ecodiesel, uma área de 18.000 hectares para fazer uma espécie de reforma agrária privada no local.
A empresa distribuiu lotes de  oito hectares para 611 famílias, deu uma pequena casa para cada agricultor e assinou contratos de parceria. As famílias receberiam sementes, insumos, assistência técnica e um adiantamento mensal de R$ 250,00 por seis meses. Em troca, entregariam a colheita, que no final seria transformada em biodiesel. Após dez anos de trabalho nesse regime, receberiam a posse definitiva da terra.
Dona de seis usinas em cinco Estados, a Brasil Ecodiesel foi a empresa que mais apostou no uso da mamona para a produção de combustível. Inaugurada em 2003 pelo empresário Daniel Birmann, a empresa acabou se transformando numa espécie de símbolo do programa e xodó do presidente Lula.
Lula e Wellington Dias visitaram o assentamento Santa Clara.
No dia 4 de agosto de 2005, quando visitou Canto do Buriti para conhecer o assentamento  Santa Clara, Luiz Inácio Lula da Silva alardeou otimismo com as perspectivas do uso da mamona para a produção de biodiesel.
“O nosso petróleo, o petróleo verde da mamona, nunca acaba. Porque acaba um pé, a gente planta outro. Acaba outro, a gente planta outro”, disse o presidente, ao discursar para agricultores pobres, empresários e políticos locais.
Lula fez mais nas promessas para as 611 famílias do Assentamento Santa Clara e para o Brasil.
“A mamona pode ser uma das possibilidades para o povo pobre deste país melhorar de vida. E para mim, gente, não tem coisa mais orgulhosa do que ver um pai de família trabalhar, receber seu salário, pegar a mulher e os filhos, ir na bodega mais próxima e encher a casa de comida”.
Tudo não passou de lorota.
Dona Marieta conta que as famílias do Assentamento Santa Clara viveram seus melhores momentos na época porque recebiam cada uma delas, R$ 250,00 por mês para plantar mamona e seus oito hectares de terras eram arados e adubados por tratores para o plantio de mandioca, milho e feijão.
“Depois, a empresa reduziu o pagamento para R$ 164,00 por mês, depois parou de pagar e nos davam cestas de alimentos, depois nos abandonou, não deu mais cestas de alimentos e a terra não dava mais mamona, nem milho e feijão e a gente ficou passando fome, o que nos salvou é que criamos cabras, mais nos deixaram sem nada, eu mandei uma carta escrita com sangue para Wellington Dias para que nos prestasse socorro, a Defesa Civil abriu um poço com canos finos que dá para abastecer de água apenas uma família. Agora estamos pedindo socorro a governadora Regina Sousa porque estamos vivendo na mesma miséria de há 30 anos, abandonados, isolados sem água e sem saúde porque até o Posto de Saúde está fechado. O que era sonho se transformou em choro”, declarou Dona Marieta.
O que restou no Assentamento Santa Clara são armazéns abandonados, com paredes caindo e cabras ocupando o local, muito mato cercando as mamonas que resistiram.
Antes de completar três anos, Brasil Ecodiesel passou por problemas societários e financeiros que a levaram à falência.
As dificuldades societárias começaram quando Birmann foi inabilitado pela Comissão de Valores Mobiliários para exercer cargos em companhias abertas. A penalidade, em 2005, ocorreu por causa de irregularidades na falência de outra empresa de seu grupo. Birmann vendeu sua participação para uma offshore (empresa no exterior) chamada Eco Green, mas a falta de informações sobre os controladores da offshore gerou desconfianças.
Vítimas do golpe do petróleo verde produzido pela mamona, as 611 famílias do Assentamento Santa Clara foram vítimas de um novo golpe no dia 1° de setembro de 2020, quando Wellington Dias e o então presidente do Instituto de Terras do Piauí (Interpi),  Chico Lucas, atual coordenador da campanha eleitoral do pré-candidato candidato do PT, ao Governo do Piauí, Rafael Fonteles,
entregaram 574 títulos de terra às famílias assentadas, mas na verdade entregaram títulos de terra errados e sem uso legal porque nos documentos o assentamento Santa Clara  está registrado como se fosse do município de Elizeu Martins (448 km de Teresina) e não município de Canto do Buriti, onde fica seu território, e em vez de entregar os títulos de terra entregaram o CAR, que é um cadastro, uma guia para pagamento de título de regularização fundiária e de registro, entregue sem os carimbos dos cartórios de imóveis.
“Eu fiquei muito feliz quando recebi meu Título de Posse do Imóvel, um sonho de 30 anos, mas descobri que não vale de nada porque está registrado como o Assentamento Santa Clara fosse no município de Elizeu Martins, quando vivemos no município de Canto do Buriti”, falou Rita Maria de Alencar, há 30 anos vivendo no assentamento.
“Wellington Dias fez um confusão do cão. Entregou os títulos de posse de terra para alguns dos assentados, não entregou para outros, entregou CARs, que não são título de posse de terra sem os carimbos dos cartórios, que não servem de nada e títulos de posse de terra que não servem para nada porque registram que estamos no município de Elizeu Martins, quando moramos no município de Canto do Buriti. Só serviram para ferrar com a gente neste tempo todo”, declarou o agricultor Valderi Raimundo de Sousa, de 52 anos.
O aposentado José Ferreira dos Santos, de 73 anos, declarou que recebeu de Wellington Dias um CAR, que permite até conseguir crédito agrícola, mas não serve com título definitivo de posse de terra.
“Eu ainda perdi dois hectares de terras. Eu tinha um lote de oito hectares de terras, vieram implantar a iluminação elétrica e minhas terras que eram oito  hectares de terras foram reduzidas para seis hectares”, denunciou
José Ferreira dos Santos, de 73 anos.
“Nos prometeram riqueza, vida boa e estamos vivendo na miséria, no isolamento, sem terras, sem água e sem posto de saúde”, definiu a mulher de José Ferreira,
Maria Valdete Pereira, de 68 anos.

Via Portal TV Piauí

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