Município enviou ofício solicitando reforço policial para fazer cumprir decreto municipal que proíbe show de Wesley Safadão em Miguel Alves; Entenda.

O clima no município de Miguel Alves, cerca de 117 km de Teresina, está tenso durante as comemorações em alusão ao aniversário de 110 anos de emancipação política.
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Nesta manhã de domingo (22/05) viaturas e soldados da Polícia Militar do Piauí estiveram na sede da Prefeitura Municipal negociando um acordo para fazer cumprir o Decreto Municipal nº
87/2022, que dispõe sobre a proibição de eventos públicos e privados durante os 22, 23 e 24 de maio, período de comemoração do aniversário da cidade, e que concede a prerrogativa de exclusividade da prefeitura para a realização de shows e eventos.
No dia 19 de maio, a Procuradora-Geral do Município Cleiciane Gomes dos Santos, enviou um ofício ao Comando Geral da Polícia Militar do Piauí requerendo reforço policial para fazerem cumprir o decreto 87 impedir a realização do show do cantor Wesley Safadão por descumprir obrigações legais exigidas para realização de um evento desse porte.

No dia 20 de maio, sexta-feira, o tenente Roberto dos Santos Melo, comandante da 3º CIA/16ºBPM, respondeu a solicitação afirmando que não poderia atender a demanda de apoio de policiamento para acompanhar os fiscais da prefeitura.

O portal Post União, conversou com o Dr. Tiago Andrade, Superintendente Municipal de Arrecadação e Tributos, para esclarecer os fatos. “Nós verificamos a ocorrência do evento clandestino que iria trazer o cantor Wesley Safadão para cidade, mas não houve nenhuma comunicação aos órgãos competentes, nem a apresentação de qualquer documento para emissão alvará ou liberação do evento junto a prefeitura”, disse.

“Solicitamos o apoio da Polícia Militar para que nos acompanhasse não cumprimento da diligência até para resguardar a nossa integridade, a integridade das pessoas que estavam lá, como também dos notificados, enfim”; reforçou.
Ainda de acordo com ele, a posição do comando gerou um espécie de caos social e uma crise administrativa. “Veio uma ordem do comando geral, que foi o que nos foi relatado para que o comandante aqui de Miguel Alves, tenente Roberto Melo e os soldados não se metessem na situação, que não acompanhassem o município nas diligência, de modo que isso geral um caos social, uma crise administrativa, gera uma insegurança para própria população, porque a o que a gente visa é resguardar os cidadãos”, concluiu.

