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Corpo de Bombeiros de Parnaíba não tem alvará de funcionamento e possui baixo efetivo, diz Ministério Público

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Last updated: 02/05/2022
Portal de União 830 Views
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Corpo de Bombeiros de Parnaíba não tem alvará de funcionamento e possui baixo efetivo, diz Ministério Público

Segundo o MP, parte dos problemas seriam resolvidos se fossem liberados os recursos do Fundo de Modernização do Corpo de Bombeiros para investir na unidade de Parnaíba. O g1 procurou o Governo do Piauí e aguarda posicionamento.

MP faz vistoria no Corpo de Bombeiros em Parnaíba por falta de estrutura e equipamentos

O Ministério Público do Piauí (MP-PI) constatou diversas irregularidades na sede do Corpo de Bombeiros do município de Parnaíba, litoral do Piauí, durante uma vistoria realizada na semana passada. A unidade apresenta uma estrutura precária, baixo efetivo de profissionais e não possui sequer um alvará de funcionamento, que é emitido pelo próprio Corpo de Bombeiros.

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Corpo de Bombeiros de Parnaíba não tem alvará de funcionamento e possui baixo efetivo, diz Ministério PúblicoSegundo o MP, parte dos problemas seriam resolvidos se fossem liberados os recursos do Fundo de Modernização do Corpo de Bombeiros para investir na unidade de Parnaíba. O g1 procurou o Governo do Piauí e aguarda posicionamento.Reclamações antigas

Segundo Fabrícia Barbosa, promotora de Justiça responsável pela vistoria, há falta de equipamentos fundamentais para o resgate de vítimas de afogamento como, por exemplo, um veículo aquático.

“Averiguamos condições inadequadas de trabalho. A unidade não tem alvará de funcionamento do próprio Corpo de Bombeiros. Alojamentos inadequados, equipamentos de trabalho insuficientes e inexistentes. A unidade não dispõe de um veículo aquático para fazer resgates no mar”, afirmou.

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Problemas estruturais na unidade do Corpo de Bombeiros em Parnaíba — Foto: Reprodução /TV Clube

Problemas estruturais na unidade do Corpo de Bombeiros em Parnaíba — Foto: Reprodução /TV Clube

O Corpo de Bombeiros de Parnaíba possui somente 36 militares que atuam, além de Parnaíba, em outras 33 cidades da região Norte do estado. Em todo o Piauí, são mais de 300 profissionais, número que corresponde a 10% do previsto em lei.

Em setembro de 2021, o Governo do Piauí anunciou a realização de um concurso público com 60 vagas. Contudo, conforme o MP, essa contratação não será suficiente, pois o efetivo do estado deveria ser, no mínimo, correspondente a 3% da população piauiense.

“É insuficiente para atender a demanda da população e garantir as prevenções e outras atribuições dos bombeiros”, explicou a promotora Fabrícia Barbosa.

O comando do Corpo de Bombeiros de Parnaíba reconhece os problemas existentes na unidade. “É o que temos à disposição e nós não podemos parar porque a população precisa de apoio”, declarou o major Christian Lima, comandante dos bombeiros no litoral.

Vistoria da unidade do Corpo de Bombeiros em Parnaíba — Foto: Reprodução /TV Clube

O Ministério Público informou que parte dos problemas seriam resolvidos se fossem liberados os recursos do Fundo de Modernização do Corpo de Bombeiros para investir na unidade de Parnaíba. O g1 procurou o Governo do Piauí e aguarda posicionamento.

Reclamações antigas

 

Os problemas enfrentados pelo Corpo de Bombeiros de Parnaíba já haviam sido falados pela família do engenheiro civil Bruno Stanrley Carvalho Viana, de 26 anos, que morreu afogado no dia 16 de abril na praia de Maramar em Luís Correia, Litoral do Piauí.

A tia de Bruno criticou a inexistência de um posto de salva-vidas na praia e a demora de cerca de duas horas da chegada de uma equipe dos bombeiros.

Engenheiro civil Bruno Stanrley Carvalho Viana, de 26 anos, morreu afogado no litoral do Piauí — Foto: Reprodução

Engenheiro civil Bruno Stanrley Carvalho Viana, de 26 anos, morreu afogado no litoral do Piauí — Foto: Reprodução

“Lá não tinha socorro, também não tinha área de telefone. Foi muito difícil para a gente contatar eles. Eles demoraram muito para chegar, quase duas horas”, afirmou Thasmylla Teles, tia do jovem.

Na época, o Corpo de Bombeiros alegou que realizou ações preventivas em locais de maior concentração de banhistas, mas que “a praia de Maramar, em Luís Correia, é de relevo suave e não tem histórico de acidentes, motivos pelos quais não foi colocada equipe de prevenção aquática”.

via portal G.com/Piauí

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