O estado já conta com o EJA, que vem a ser financiado pelo governo federal, para Educação de Jovens e Adultos. O ex-governador Wellington Dias (PT), que renunciou no dia 31 de março para ser candidato a senador, declarou que o programa é legal e tem finalidade própria, para além do EJA. Há denúncias, no entanto, de que o programa estaria sendo usado para possível compra de votos.
O auditor do TCE/PI, José Inaldo de Oliveira e Silva, esteve nesta segunda-feira (4/4) no município de Altos, 42 km de Teresina, para investigar as circunstâncias de execução do programa Proaja. O órgão recebeu inúmeras denúncias de irregularidades, dentre as quais: matrícula de 7 mil pessoas analfabetas no município, o que é considerado uma exorbitância; cerca de 200 matriculados seriam servidores públicos ou prestadores de serviços; destes, somente dois seriam efetivamente analfabetos; possível cadastramento de pessoas de nível superior para receberem recursos do programa como analfabetos, dentre outras irregularidades.
Uma das matriculadas disse ao denunciante que nem sabia que seu nome tinha sido cadastrada. Ela se disse surpresa com a investigação e defendeu providências enérgicas contra os autores de tamanhas irregularidades.
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“Estamos realizando mencionada auditoria não apenas em Altos, mas em todos os municípios do Piauí atendidos pelo programa. O objetivo é identificar irregularidades, apresentar sugestões e encaminhar ajustes, para que o programa seja realizado corretamente”, declarou Inaldo Oliveira.
Nesta segunda-feira, o auditor esteve na Unidade Escolar Hugo Napoleão e Santuário São Raimundo Nonato. “Estamos realizando várias diligências. E vamos verificar se as turmas estão assistindo as aulas, se o conteúdo está sendo devidamente repassado, se os cadastrados atendem, efetivamente, aos requisitos do programa”, acentuou. (Toni Rodrigues)

