
O diretor da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja dos Cerrados Piauienses), Rafael Maschio, nos concedeu entrevista e fez um verdadeiro “raio x” da situação das diversas rodovias que deveriam atender os produtores da região. Segundo ele, muitas delas ainda se encontram numa situação de leito natural. “Ainda são estradas de chão”, salientou. E outras, que receberam operação “tapa buracos” no ano passado, já se encontram novamente na mesma buraqueira.
Citou como exemplos a rodovia PI-247, que liga Bertolínia, Sebastião Leal, Uruçuí e Ribeiro Gonçalves (192 km) e os primeiros 30 km da PI-392, do entroncamento da PI-247 (Ribeiro Gonçalves) a sede do município de Baixa Grande do Ribeiro. A rodovia ainda se extende por mais 235 km, toda em leito natural, até Bom Jesus, cortando importantes regiões produtoras, povoados e a rodovia Transcerrado (PI-397), na Serra da Laranjeira (Currais-PI). Somadas, elas totalizam 457 km. A PI-247 recebeu operação “tapa buracos” no final do ano passado e já está completamente esburacada, de novo. Ele disse que a Transcerrados, apesar de ser uma das mais importantes, não é a única que atende aos produtores da região.
“A situação atual da Transcerrados é a seguinte: ela continua ainda toda em leito natural, com exceção dos 90 km que foram entregues ainda do primeiro trecho, iniciado em 2013. Eram 117 km e foram entregues 90 km. Esse primeiro e segundo trechos, mais uma outra rodovia de 40 km, a PI-262, entraram na PPP, que teve o Consórcio Grãos do Piauí como vencedor na Bolsa de Valores de São Paulo, em meados de 2021”, salientou Rafael Mashio. Assista o vídeo:
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PPP E PALIATIVO
A obras da PPP iniciaram-se ainda paliativamente. “De lá para cá, tivemos seis meses em que ficaram praticamente só em função de burocracia, não tiveram obras efetivamente, no início de janeiro iniciaram um paliativo que vai do final dos 90 km que tem asfalto, do primeiro trecho, e pega o segundo trecho que é em leito natural, isso vai dar uns 140 km, em que estão fazendo um paliativo e a Consórcio espera terminar em 60 dias”, relatou. “É apenas para melhorar a trafegabilidade. É uma obra inicial, segundo a diretoria do Consórcio, este ano de 2022 eles vão levantar todo o ‘gride’ da estrada que não é pavimentada, e fazer pelo menos 40 km de asfalto.”
SITUAÇÃO DAS DEMAIS RODOVIAS
Existem outras rodovias na região dos Cerrados. “Contudo, a Transcerrados, é apenas uma das rodovias que atende a logística interna dos Cerrados piauienses. Nós temos a rodovia PI-392, que vai de Bom Jesus a Baixa Grande do Ribeiro, que também é uma importante rodovia dos Cerrados, que tem mais de 260 km, praticamente toda em leito natural, e tem apenas um trecho de 16,5 km, mais um outro trecho de 26,86 km sendo executado pelo IDEPI (Instituto de Desenvolvimento do Piauí). Começou ano passado também. Então são as obras que estão acontecendo ou pendentes de acontecer nos Cerrados.”
Há problemas sérios em praticamente toda a malha rodoviária estadual da região. “Estamos com problema sério na PI-247 que liga Bertolínia, Sebastião Leal, Uruçuí e Ribeiro Gonçalves, que teve um tapa-buracos no final do ano passado, mas a rodovia está novamente completamente esburacada, esperando a restauração. E essa PI-392 de Baixa Grande do Ribeiro a Bom Jesus, de mais de 260 km, ela tem um pequeno trecho asfaltado, que é de Ribeiro Gonçalves a Baixa Grande do Ribeiro de 30 km, que também está completamente esburacado”, prosseguiu o dirigente da Aprosoja. “Ela passou por um tapa buracos no final do ano passado, nos trechos piores, mas já está também completamente esburacada, em outros trechos que não teve intervenção, que não teve tapa buracos. Tanto a PI-247 quanto esses 30 km da PI-392, nós estamos com problema sério de buracos.” (Toni Rodrigues)

