Bruno Coelho se graduou em medicina em uma faculdade particular da capital piauiense no ano de 2018. Atualmente, ele fazia residência em pediatria na Bahia.

O médico piauiense Bruno Raphael Bastos Coelho caiu do prédio para fugir de incêndio em Salvador — Foto: Arquivo Pessoal
O médico Bruno Raphael Bastos Coelho, 32 anos, que morreu ao cair do terceiro andar de um prédio ao fugir de um incêndio em Salvador, na Bahia, atuou no Piauí pelo Programa Mais Médicos. O profissional é natural de Teresina e se graduou em medicina em uma faculdade particular da capital no ano de 2018.
O Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) emitiu uma nota de pesar (confira a nota na íntegra no fim da reportagem).
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“O CRM-PI lamenta o falecimento do médico natural de Teresina Bruno Raphael Bastos Coelho após trágico incêndio no prédio onde residia. À família e amigos, nosso pesar e solidariedade”, diz a nota.
Acidente

Imóvel na Barra é atingido pro incêndio e homem morreu ao tentar saltar para fugir das chamas — Foto: Maria da Conceição Marinho
Bruno Raphael morreu depois de cair do terceiro andar de um prédio residencial para escapar de um incêndio. As chamas iniciaram por volta das 2h30, no segundo andar, e rapidamente se alastraram para os pavimentos superiores, até terem sido controladas pelo Corpo de Bombeiros.
Segundo testemunhas, Bruno dormia no terceiro andar quando o incêndio atingiu o prédio e não percebeu o surgimento do fogo. Ele foi acordado por vizinhos e, no desespero para escapar, tentou sair do apartamento por uma janela e caiu na área da garagem do edifício.
‘Triste coincidência’

O médico estaria de plantão na noite em que ocorreu o acidente no edifício onde ele morava. Célia Silvany, coordenadora da residência pediátrica do hospital das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), revelou que ele foi liberado por causa da morte de um paciente.
Segundo ela, Bruno Raphael Bastos Coelho estava abalado com o falecimento de uma criança e não tinha condições para dar expediente.
“Ele estaria de plantão na noite em que morreu. Ele era bastante apegado às crianças e a gente liberou porque ele não tinha condições de ir trabalhar. Foi uma triste coincidência”, disse.
Confira a nota do CRM-PI:

Nota do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) — Foto: Divulgação /CRM-PI

