Profissionais de saúde alegam perdas e longas jornadas
A direção do HGV publicou uma nota alertando para a paralisação e informando que por conta disso as consultas agendadas para o Ambulatório do hospital na data mencionada serão remarcada para o dia 14 de dezembro.
Houve reações as mais diversas. Rachel Lopes (@rachelmlg), que é enfermeira, colocou o seguinte comentário na postagem: “E pode médico paralizar em plena pandemia? A enfermagem foi duramente criticada e a greve suspensa por isso… como são as coisas né?! Médico pode, e enfermagem, NÃO!”
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Resposta imediata de Gustavo (@gustau01): “Pode parar sim , direito ! Vai ser criticado igual agora por você .. mas vai parar. Mimimi.”
O que se verifica é um verdadeiro apagão na área de saúde do Piauí. Como já ocorre com as estradas, a educação, a assistência social e a moralidade pública. Recentemente a Assembleia aprovou uma lei do Executivo reduzindo poderes da Controladoria Geral do Estado.
Temos ainda o lamentável caso do Hospital Materno Infantil, que está sendo construído há mais de 10 anos, e permanece até hoje como obra inacabada. Enquanto isso, aumentam os casos de natimortos na Maternidade Evangelina Rosa, completamente obsoleta, segundo os profissionais de saúde.
Enquanto isso, a saúde padece. Convém ressaltar que o HGV é dotado de excelente estrutura e corpo técnico. Tanto que anunciou há alguns dias: “HGV 80 anos. HGV realiza quatro transplantes renais em 24h. Somente este ano já foram realizados 34 transplantes renais.”
Informa ainda que “a Clínica Neurológica do Hospital (…) é referência para a alta complexidade na área de neurologia e neurocirurgia no Estado do Piauí. Atualmente são realizados 80 procedimentos mensais.”
O governo do estado dispõe do melhor hospital e de uma equipe altamente treinada e comprometida. No entanto, não a valoriza. Assume, assim, a responsabilidade por mais este apagão.
(Toni Rodrigues)

