Segundo o delegado, as provas técnicas e periciais coletadas no local do crime e anexadas ao inquérito são robustas e comprovam que João Paulo, foi o autor das facadas que culminou na morte da própria irmã
Durante entrevista para a imprensa o delegado e coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Francisco Costa, Barêtta, rebateu as afirmações da advogada de defesa de João Paulo Santos Mourão, Esmaela Macedo, de que a mãe da vítima, Maria Nercí, foi a autora do homicídio triplamente qualificado da advogada Izadora Mourão, ocorrido no dia 13 de fevereiro desse ano.
Segundo o delegado, as provas técnicas e periciais coletadas no local do crime e anexadas ao inquérito são robustas e comprovam que João Paulo, foi o autor das facadas que culminou na morte da própria irmã e que a mãe, Maria Nercí apenas prestou auxílio e deu cobertura para o filho.
“Todos tem direito da ampla defesa e sabemos que essa é mais uma manobra da defesa de querer excluir João Paulo da cena do crime e colocar a mãe, Maria Nercí, como a autora porque a advogada sabe que ela terá a pena minimizada por ser idosa. As provas coletadas pela perícia e pela equipe do delegado Danúbio não deixam dúvidas de que João Paulo foi o autor do crime e a mãe o auxiliou”, disse o delegado.
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Barêtta relatou ainda que acredita na Justiça e que João Paulo irá ao tribunal do júri e será devidamente condenado pelo crime.
“Eu acredito que o meritíssimo juiz de direito e a promotora de justiça vão levá-lo ao tribunal do júri e a sociedade de Pedro II vai condená-los a pena máxima, porque não adianta a gente cobrar por segurança pública e simplesmente virar os olhos ou as costas para criminosos”, falou o delegado.
Na entrevista Barêtta enfatizou que testemunhas foram coagidas por Maria Nerci na tentativa de de livrar o filho da autoria do assassinato, para que fosse criadas versões falsas.
“Primeiro, a dona Maria Nercí inicialmente criou um álibi dizendo que uma vendedora que tinha chegado, discutido com a filha e terminou matando ela, e que quando ela viu ela já estava morta. Segundo, ela arrumou outra senhora e aconselhou essa senhora a dizer para qualquer pessoa que a indagasse que o João Paulo estava dormindo no momento do crime”, afirmou o coordenador da especializada.
MÃE ASSUMIU ASSASSINATO
Em audiência de instrução ocorrida no Fórum Desembargador Arêa Leão, em Pedro II, na última quarta-feira (23/06), onde foram ouvidas testemunhas, acusados, defesa e promotoria, sobre o caso do assassinato da advogada Izadora Mourão, de 41 anos, a mãe da vítima Maria Nerci dos Santos Mourão, assumiu a autoria do assassinato da filha. A informação foi confirmada pela advogada Esmaela Macêdo, que faz a defesa de Maria Nerci.
Segundo a advogada, sua cliente assumiu a autoria do homicídio da filha, mesmo não tendo revelado a motivação para o crime.
“As testemunhas foram ouvidas e houve uma reviravolta no caso. Apenas um dos réus assumiu as responsabilidades sobre os fatos e comprovadamente a perícia foi de encontro ao depoimento dos réus. A perícia técnica diagnosticou que somente uma pessoa estava na cena do crime, somente um autor e a dona Nerci disse que foi ela”, revelou a advogada.
CRIME
A advogada Izadora Mourão, de 41 anos, foi encontrada morta no dia 13 de fevereiro dentro de sua residência na cidade de Pedro II, distante a 167 km ao Norte de Teresina. A mulher foi morte com um golpes de faca no pescoço e no peito.
PRISÃO
Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prenderam no dia 15 de fevereiro o jornalista João Paulo Mourão, suspeito de ter assassinado a própria irmã, a advogada Izadora Mourão.
Segundo o delegado Francisco Costa, O Barêtta, o jornalista foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, sendo as qualificadoras por motivo torpe, sem chance de defesa e feminicídio.




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