O Piauí está sempre dando voltas em torno de si mesmo. A deputada Teresa Brito (PV) fez uma nova denúncia sobre atuação do governo do estado.
Desta feita, sobre a Maternidade Evangelina Rosa: 30 bebês mortos em um mês naquele espaço que deveria ser de nascimento, de vida. Não contabilizou as parturientes que também falecem em situação acima do normal, conforme relatório que nos foi repassado algum tempo atrás pelo Ministério Público.

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Não há sinais de que as coisas tenham mudado. Por diversas vezes médicos pediram a interdição da maternidade.
O Sindicato da categoria denunciou diversas irregularidades. Numa delas, em noite de tempestade na capital, goteiras por toda a extensão do prédio. Os recém-nascidos sem qualquer proteção. No hospital Infantil Lucídio Portela, a mesma situação. Teto ameaçando desabar. Reforma demorada por demais. Crianças ameaçadas.
Na prática, significa dizer que o sofrimento do piauiense começa logo ao nascer. Fizemos diversas denúncias em nossos espaços de imprensa. Sem nunca querer que nossa posição seja incorporada, mas sempre pedindo que se investigue a denúncia.

>>> O silêncio de Regina Sousa, que se diz defensora da mulher e da vida (Foto/Viagora)
Em 2017 noticiamos o drama das crianças na maternidade de Teresina (leia aqui).
O Ministério Público chegou a constatar, em 2017, que havia 250 natimortos por ano na Evangelina Rosa. Havia também pelo menos 50 mães.
EmEm 2015, apurou-se que a cidade da Grande Teresina que conta com maior número de crianças natimortas era Timon/MA. Será que ainda permanece? É preciso fazer um novo levantamento. No Piauí, a cidade de Altos possui o maior índice. Repudiável. Sim, porque se fosse para resolver já se teria resolvido.
O governo, na época, através da direção, se manifestou. Disse que tudo era feito de acordo com as normas. A maternidade dispunha, sim, de condições de funcionamento. Hoje, repete: ainda dispõe.
Por isso, se arrastam as obras de um novo hospital maternidade, para o qual o governo federal já disponibilizou (anote, por favor) a importância de R$ 46,289 milhões (clique aqui e confira valores já liberados).
O convênio n° 67585/2011 foi assinado em 29 de dezembro de 2011. Na época foram liberados cerca de 40% do valor total da obra. Tem vigência até o próximo dia 30 de junho. O estado tem contrapartida de R$ 17,714 milhões (veja convênio)
A vice-governadora Regina Sousa (PT) tem se manifestado sempre em defesa da mulher e da vida. No entanto, silencia completamente diante dessa verdadeira tragédia que ocorre na Maternidade Evangelina Rosa. Seria o caso de duvidar das suas afirmações, conforme manifestamos em vídeo no canal Toni Rodrigues Além da Notícia (assista).
Vez por outra o governador comparece ao local onde está sendo construído o novo hospital maternidade. Ele afirma que a obra está em andamento. Mas por lá encontramos apenas três operários, provavelmente fazendo a vigilância. Eles se recusam em falar conosco. Mas adoram posar para fotos animadas com o governador.
Informa que será inaugurado em 2021 (leia aqui matéria da CCOM). E só. (@jornalistatonirodrigues)


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