Um pouco da trajetória do nosso primeiro “grande protagonista”
Quando falamos da “sétima arte” em União, dificilmente nos esqueceremos de Washington Chinchuan Lee, personagem que ficou muito conhecido alguns anos atrás, por dominar e demonstrar em pequenos filmes, suas técnicas de artes marciais, inspiradas no lendário astro do cinema Bruce Lee. Ele ganhou “as telas” em 2007, quando protagonizou um curta metragem (o primeiro de quatro) em que demostrava suas técnicas de Kung Fu.
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O Bruce Lee de União, assim lembrado por muitos, trata-se do “unionense/lagoalegrense” Washington Alves, nascido em 1970 no então povoado de Lagoa Alegre (PI), filho do casal Zilmar Alves e Chagas Alves, comerciante. Ele chegou a cidade de União ainda na infância, aos dez anos de idade. Foi na juventude que passou a se interessar por artes marciais, inspirado pelas atuações cinematográficas de Bruce Lee. “O primeiro filme que assisti foi ‘Operação Dragão’!”, revela ele. Isso foi o estopim para o seu constante interesse por artes marciais.

Contudo, foi nesse lapso que também se envolveu com as lides da religião. Nesse período engajou-se nos grupos de jovens da Igreja Católica, participando assiduamente de encontros, pregações e novenários, chegando inclusive a flertar com o sacerdócio. Autodedata nas letras e nas artes marciais, rapidamente ele se tornou figura conhecida. Foi nesse meio tempo que também enfrentou um período delicado, um drama pessoal, mas que sem tardar conseguiu superar.
O “estrelato” veio em 2007. No auge da forma física, veio a ideia de registrar nas lentes das câmeras suas “demonstrações práticas”, assim chamada por ele as exibições que costumeiramente fazia em público demostrando golpes de Kung Fu. Em parceira com Ezimar Azevedo, proprietário da Locadora Beira-rio, produziram um “pequeno filme”, com cerca de quinze minutos, intitulado “Tributo a Bruce Lee: o grande angel”, onde Washington demostrava todo seu repertório de golpes – sobretudo de braço, aprendidos com os filmes do “seu mestre” Bruce Lee, como assim se referia a celebridade. Foi o primeiro de outros três e um marco para a história do cinema local. Era, de fato, a gênese do “cinema unionense”.

Mesmo sem produção ou edição profissional, e com pouquíssimos efeitos especiais, a película ganhou muita visibilidade. As cenas foram icônicas e memoráveis. A trivialidade dos cenários e do “roteiro”, foi um grande atrativo para a produção. Poucos não vão se recordar do memorável duelo contra os cães “Dragão Branco e Dragão Negro”; e dos golpes “perigosamente “ próximos a câmera, o que deixava o cinegrafista “apreensivo”… O filme teve muita visibilidade. Washington Chinchuan Lee tornou-se bastante conhecido na cidade. Em decorrência desse sucesso em 2008 e 2009
Danilo Reis/postunião


