Durante participação em uma rádio local, o prefeito iniciou sua fala lamentando as mortes por covid-19, no município de União. “Estamos aqui nesse momento ainda emocionado, consternador pelo falecimento do nosso amigo e parente – o Fogoió; sentimos também outro baque anteontem do amigo Beto Viana e parente também”, lamentou. De 1º de janeiro até 16 de abril, foram contabilizados 11 óbitos por covid-19, no município de União. “Estamos aqui também por conta de 100 dias… e nesses 100 dias em nenhum momento deixamos de combater o bom combate, que é fazer o necessário para salvar vidas. Sabemos que essa doença é terrível, chega perto da gente e preocupa a todos nós. Ontem mesmo (16) eu fazia um exame 11 da noite, por que sentia alguns sintomas e na verdade a gente não sabe direito que doença é essa, como ela chega… a nova cepa chegou, é diferente, começa pela garganta… ou seja, na verdade, nós estamos cada vez mais preocupados com o que está acontecendo com a nossa União. Queria externar que esse momento é de muita dor pela perda 11 unionenses por conta do perigo e da letalidade da covid-19 ”, falou.
Odilon Parente: Como é que está o andamento dos serviços relativos ao enfrentamento da pandemia, com relação a oxigênio, com relação a internação, aqui no município?
Gustavo: Mesmo antes de assumir eu já sabia o desafio que seria enfrentarmos isso aqui, em União. Preparamos um espaço no hospital (achamos que acertamos, né?), médicos sempre lá, no setor covid, os leitos ampliados, exatamente para que pudéssemos dar um atendimento melhor àqueles que precisam de internação. Hoje nós temos 04 internados e dois em observação no hospital. Um acolhimento melhor…
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Odilon: E com relação à regulação, como é que é isso aí? Por que a informação que o Dr Gilberto (FMS) passou essa semana é que tinha acabado as filas! Isso aí vem se materializando?
Gustavo: Por dois dias… lembramos que quando o Fredson precisou ser regulado, nas duas listas, tanto do estado, quanto do município, ele estava numa posição acima de 30. E logo depois o Fogoió precisou… a fila estava andando devagar. Quando outra pessoa muito conhecida precisou de regulação, realmente andou [fila] bem mais rápido, coincidiu naquele momento! Mas ontem mesmo, outra pessoa precisou ser regulada e ela estava na posição acima de 20. Então, não foi o que o Dr Gilberto (de Teresina falou); a fila continua… graças a Deus, esse caso e outros já foram regulados, mas demorou! A coisa está no momento mais grave, talvez e a gente precisa se comunicar melhor, a gente precisa se fazer entender pela população. Não é o prefeito que está proibindo, não tem ninguém proibindo. Existe uma legislação estadual e nacional, que visam a proteger vidas. E as pessoas são livres. Você me perguntava o que nós estamos fazendo… a regulação estava precisando de um computador novo, nós estamos instalando para melhorar a comunicação, o telefone que o hospital tem (não tinha), para agilizar também a regulação. A determinação de que não faltem profissionais, ali para o atendimento…E a colaboração de pessoas, como por exemplo, (nós temos que reconhecer) que dada à sua influência junto ao secretário estadual de saúde, o Florentino (eu tenho uma boa relação com ele), mas o vereador Thiago ajudando conseguindo mais testes. Eu passei no hospital anteontem e via como tinha aumentado quantidade de pessoas para realizar testes. Não pode faltar testes. Nós estamos providenciando também a colocação de tendas para dar mais conforto às pessoas que estão esperando fazer os testes. Não pode faltar testagem! E foi isso que nós, nas discursões internas com os prefeitos, a gente sempre defendeu a testagem. Nós tínhamos que ter muito mais testes, desde o começo da pandemia, para que pudéssemos saber quem está infectado e assim fazer o isolamento. Prevenindo e evitando o contágio de outras pessoas, num bairro ou numa região. Agora mesmo nós estamos sabendo que ali na região do São Felipe, existe isso. Recebemos a notícia que o governo do estado, agora, vai fazer um aumento nessa testagem. Vai fazer a busca ativa agora… isso é fundamental para salvar vidas! Muito mais do que muitas vezes fechar um comércio. É muito mais importante que a gente aumente o número de testes, para que a gente possa fazer a busca ativa… para assim evitarmos a contaminação de mais pessoas.
Odilon: Com relação a essa fiscalização, que naturalmente isso aí é um decreto estadual. Como é que a população tem recebido essa fiscalização da vigilância, aqui dentro do município; existe muita resistência?
Gustavo: Pouca! Claro que existe resistência. Muitas vezes não há um entendimento. As pessoas acham que podem jogar um futebol, que não vai haver contágio, não é? E as pessoas acham que aquele fechamento de comércio é para destruir financeiramente as famílias. Já pensou! Eu estou interessado é que os comerciantes tenham uma condição melhor, vendam mais e tragam mais melhorias para nossa cidade; façam circular mais, gerem mais emprego. Qual é o prefeito que estaria determinado a prejudicar? Nenhum! Agora existe um conselho, do qual participam profissionais de saúde de diversos segmentos e decidiram. E a gente se não fizer o dever de casa, inclusive o MP pode dizer que o prefeito tal está liberando. Já pensou se coincidisse exatamente com o aumento dos casos?… Nós temos que salvar vidas! E as pessoas que estão orientadas, que estão trabalhando, que estão fazendo essas medidas protetivas… Sempre caminhando no mundo todo, para que haja uma menor aproximação entre as pessoas. E o ministério público está aí. Hoje grande parte do tempo do administrador é dando resposta ao ministério público, é dando resposta à CGU de atos passados… As medidas protetivas adotadas pelo governo do estado têm que ser seguidas! A grande maioria entende que são medidas que foram discutidas e que são necessárias. E ninguém quer o insucesso de nenhum comerciante ou empresário. Nós estamos lutando em favor da vida.
Odilon: Com relação a essa questão da vacinação. Fiquei sabendo que o governo federal já foram mandadas mais de 48 milhões de doses mandadas para os estados. Eu lhe pergunto: essas vacinas vêm chegando regularmente aqui no município? E como é que está sendo feita a distribuição?
Gustavo: Aqui em União está um espetáculo! E nós reconhecemos aqui o trabalho da secretária, Elaine Melo e a frente a Raimunda Macedo. Aqui em União, nós estamos sempre entre os primeiros. O desempenho, nós temos estrutura para vacinar em todos os postos de saúde e mesmo aqueles que não sejam Unidades Básicas de Saúde, aqueles postos satélites. A demanda que chegar, que for necessária, a equipe de saúde da família, a equipe dos profissionais de saúde aqui do município, estão preparados para em dois, três dias desempenharem bem. O que está acontecendo hoje, é que existem números, por exemplo, o governo federal mandou “X” vacinas para os estados. E eu não sei o porquê, de o estado não está repassando para os municípios esse montante total. E de repente, hoje, no próprio ministério da saúde, existe um questionamento (prefeitos estão separando a segunda dose?)… hoje mesmo antes de vir para cá eu perguntava a secretária, Elaine… Ou você vacina na primeira dose um montante razoável, ou você separa. O governo federal, num primeiro momento disse que pode vacinar normalmente, que não vai faltar a segunda dose. E hoje nós estamos preocupados com isso. Preocupado por que os insumos que vêm da China vão atrasar cerca de 02 meses. A preocupação nossa é não ter a segunda dose, para não perder a capacidade de imunização. Então, hoje os gestores ficam nessa! Ou você vacina e mostra desempenho na primeira dose, ou você reserva. Então, eu perguntava a secretária… aqui nós estamos reservando sim para os idosos na faixa acima de 80 a 85 anos, o restante já foi vacinado com a segunda dose e também os profissionais de saúde; pra esses existe uma reserva, tudo controlado. Nós encaminhamos mensalmente para as duas promotorias a relação daqueles que estão recebendo a vacina, com o nome e endereço, todos os dados para que haja realmente o controle social; para que não haja ninguém furando a fila. Eu mesmo agora estou com 60 anos, a vacina vai começar na segunda feira – é uma faixa bem grande agora, de 60 a 64 anos. E nós vamos continuar seguindo o regramento determinado pelo ministério da saúde, seguido pelo estado do Piauí. E toda a vacina que chega aqui, a equipe está desempenhando mais do que a contento.
Odilon: Gustavo, nós estamos digamos assim, dentro desses 100 dias da sua nova gestão. É sabido das dificuldades que você tem enfrentado com a desorganização e débitos herdados da administração passada; acho que toda a população é sabedora disso. O que você conseguiu efetivamente fazer nesses primeiros 100 dias?
Gustavo: Olha, eu me considero um felizardo! Por que, primeiro de ter sido iluminado de escolher uma boa equipe e segundo, por que estamos realmente resolvendo aquilo que é mais importante. O quê que é mais importante? O que é prioridade? A prioridade é a saúde, muito mais quando nós enfrentamos uma pandemia. Nós assumimos a prefeitura com uma unidade básica de saúde fechada há um ano (UBS Luís Pinheiro – Nossa Senhora das Graças) e nós conseguimos em 17 dias úteis fazê-la funcionar. Isso pra mim foi motivo de muita satisfação. Nós fizemos assim com o Cruzeiro – na unidade básica de saúde, Nazi Barros. Fizemos assim com o Beira Rio – que estava funcionando numa casa alugada sem nenhuma necessidade; fizemos uma recuperação emergencial, entregamos a casa que estava alugada e colocamos para funcionar a unidade, Anfrísio Lobão. Problemas que existiam também na unidade básica, Zezinho Sampaio – São Sebastião, nós rapidamente resolvemos, colocando para funcionar de maneira normal. E agora estamos completando uma grande reforma… eu fico assim imaginado a ironia, você chaga numa unidade básica de saúde como David Caldas e vê o nome dum prefeito que não fez nada! Na verdade maquiou e tem uma placa enorme lá. E a unidade, Ana Nery precisando de reforma urgente. Já autorizamos, já está em reforma. Vejam só, a unidade básica de saúde na Gamelera, que foi inaugurada dia 29 de dezembro (2020), sem água e sem energia! E nós já resolvemos o problema da energia e já estamos resolvendo também a questão da água; para funcionar enquanto a unidade Ana Nery está sendo reformada. Fizemos uma grande reforma na Baixa Grande, já entregue. Fizemos no Mundo Novo – Osias Nery, a unidade de saúde já está recuperada. Quanto tempo ficou fechada e sem médico! Estamos finalizando posto de saúde da Santa Rita. E em breve estaremos realizando a recuperação da unidade básica de saúde, da Liberdade. Em Divinópolis nós vamos recuperar, já estamos fazendo uma reforma plena, da unidade básica de saúde do Divinópolis. E já iniciamos ampliação da unidade básica de saúde Anfrísio Lobão. Já estamos finalizando a reforma do centro social, Antonio Medeiros Filho, para fazer funcionarem as 3 equipes da Vila Nova Conquista – Olavo Mendes de Carvalho; vamos começar a reforma e ampliação daquela importante unidade básica de saúde. Nesse período da reforma as três equipes funcionarão no CSU. Eu acho que não restam dúvidas, que a grande obra nossa nesses 100 dias foi dedicada à saúde. E o hospital, que encontramos do jeito que encontramos – que já desencavamos o projeto para a liberação da emenda do senador, Ciro Nogueira, R$ 3 milhões de reais. Para continuar a reforma, que nós começamos na outra gestão, que deixamos o centro cirúrgico pronto e até hoje não funciona.
Odilon: Já tem firma que ganhou essa licitação?
Gustavo: Não, por que essa semana, que vai ser liberado do corpo de bombeiros o projeto de proteção contra descargas atmosféricas e o projeto de proteção contra incêndios. E em breve vamos lançar o edital para fazermos essa obra de reconstrução. Mas já, em 70 dias, recuperamos 3 enfermarias. Entregamos o hospital Rocha Furtado com 52 leitos. E sem nenhum apoio de governo do estado ou de governo federal na época, né? Agora recebemos com 12 leitos, já recuperamos 3 e vamos já chagar a mais de 20 recuperados; com acolhimento, sem faltar medicamentos.
Odilon: Muito se fala nessa questão da emenda do senador, Ciro. Esse dinheiro vem realmente para quê?
Gustavo: Para reformar o hospital!
Odilon: Sim, mas seriam só obras físicas?
Gustavo: Só obras físicas! R$ 3 milhões só para recuperar… Nesse período, na educação, claro que nós também estamos recuperando, fazendo com que a unidade escolar, da Santa Maria dos Bacelar – Pedro de Lemos, já vai funcionar.
Odilon: Você já tem levantamento para voltar aulas presenciais, já há algum calendário nesse sentido?
Gustavo: Nós ainda não estamos trabalhando com o presencial mesmo, nós estamos trabalhando com o semipresencial. Nós contratamos um grande centro de formação, que é o Positivo, que é uma grande rede, com credibilidade, que tem experiência, tem expertise exatamente nisso. Por quê, o que adianta você passar um ano os professores apenas corrigindo as tarefas que passou? Os pai vão ao colégio, não tem aulas! E os pais vão pegar uma tarefa? E a aula? Nós temos no Padre Luís Brasileiro, tudo o que for necessário, nós disponibilizaremos para a equipe. Um estúdio para gravação, o professor grava e vai distribuir essas aulas nas redes sociais, nos grupos. E onde houver necessidade, como nós dizíamos na campanha: vamos disponibilizar internet. Inclusive naqueles prédios que foram fechados, onde não existem mais aulas presenciais. São 53 escolas apenas, que voltarão a funcionar – a gente espera que o mais rápido possível de forma presencial. Mas até lá, a gente espera que todo o alunado possam receber essas aulas gravadas e distribuídas pelos professores.
Claro que em cada setor a gente fez muita coisa em 100 dias. Imagina que você viu encontrar o maquinário da prefeitura todo quebrado. Recuperamos o principal, que era a patrol – motoniveladora. Recuperamos a enchedeira, estamos finalizando agora a caçamba, para que nós possamos fazer o que toda a população que mora na zona rural está querendo; muitos votaram na gente por que sabiam que a gente capricha com a recuperação e com construção de novas estradas. Nós estamos finalizando a recuperação dessas maquinas. E já recuperamos também toda a frota da saúde, que encontramos totalmente danificada. Sem pneus, sem motor. Já compramos mais uma ambulância. Já devolvemos a ambulância de Novo Nilo e em breve a de David Caldas.
Odilon: Me parece que você teve uma boa notícia do senador, Ciro.
Gustavo: Sim, nós conseguimos mais uma motoniveladora, mais uma patrol, para recuperar e para fazer novas estradas. Eu tenho certeza que o povo que está vendo aquela estrada que vai até o Salobro Velho, pela estrada das Melancias, para a Prata está lá praticamente interditada. Muitos trechos de estradas precisando de recuperação e nós vamos recuperar.
Agora Odilon, Como começar uma gestão sem recuperar a entrada da cidade? Nós conseguimos em pouco tempo, de maneira inteligente, com uma equipe capaz. Tanto a entrada como a saída, ali perto do Atacadão Lays. E fizemos gestões junto ao governo do estado, junto aos secretários de estados, para que houvesse graças a Deus, está aí a Hidros – a mesma que fez esse asfalto, para o qual nós ajudamos com a limpeza das ruas; um asfalto excelente, que pra nós foi muito bom. E já está sendo feito o roço, que há muito tempo que não se fazia um roço bem feito. E nós estamos cobrando agora o roço do contorno rodoviário. O que acaba o asfalto é a água acumulada, temos ali, trechos dessa obra feita em 2014 e está lá o mato tomando de conta e tem que ser limpo. Se o governo do estado disse que fará recuperação agora. O governador também garantiu que a PI 112, não será feita apenas a operação tapa buracos, mas será feito todo um revestimento novo até Porto. Eu lembrava ao governador também, que há muito a gente espera uma obra que já foi licitada, que é o envelopamento da estrada de David Caldas. Há mais de 03 anos está licitada a obra. Esse asfalto que chegou agora ainda é de uma licitação de 2014.
Odilon: Você tem alguma boa notícia para dar com relação a asfaltamento aqui, dentro da cidade?
Gustavo: Sempre a gente quer mais! Conseguimos R$ 2 milhões de reais pela CODEVASF, para asfalto na cidade; que será asfalto novo! Escolhemos já algumas ruas prioritárias. E também R$ 1 milhão para recuperação de estradas, serão 150 km de recuperação de estradas, frutos de gestões do senador, Ciro junto à CODEVASF. E uma emenda federal, do deputado Átila Lira, no valor de R$ 1 milhão, que será conveniada com a prefeitura de União, também para asfalto na cidade. Vão ser R$ 3 milhões, cerca de 55 mil metros ² de asfaltamento.
Odilon: Isso é pra logo?
Gustavo: É pra logo! As prefeituras que estão nesse conjunto têm que entregar agora em mais 1 mês. Não adianta União ir na frente das outras, todas têm dois meses de prazos. Nós já estamos com um mês e daqui um mês todos esses projetos precisam está na CODEFASF. A obra já está contratada, acho que no mês de junho já teremos essas ruas asfaltadas. A emenda do deputado Átila, nós vamos gestão junto a Caixa Econômica para que libere e possamos fazer a licitação. Já escolhemos as ruas que vão receber asfalto, uma delas é a Rua Santo Antonio completa.
No decorrer da entrevista, o prefeito falou de diversos outros assuntos, como por exemplo, merenda escolar. Segundo ele, já está sendo feita licitação na modalidade pregão eletrônico e que em breve, será feita a distribuição dos kits de merenda escolar para as famílias de alunos da rede municipal. O prefeito também garantiu que está sendo feto o levantamento de vagas, para a realização de concurso público para várias áreas. O certame será concurso para preenchimento de vagas efetivas, tanto na saúde como na educação municipal. “Nossa prioridade é para a realização de concurso público, até por que diante da situação da PREVI, o concurso é indispensável para poder dar mais fôlego à previdência própria do município”. Garantiu.



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