
Novos dados disponibilizados pela Secretaria de Finanças do Município, apontam que o ex-prefeito de União, Paulo Henrique Costa – PSD, descontou nos contracheques dos servidores os valores da contribuição sindical, dos planos de saúde e dos pensionistas (PA), porém, não fez os devidos repasses, não deixou os valores empenhados e muito menos dinheiro em caixa. Para o Secretário de Finanças de União, Bruno Marinho, a situação é bastante delicada. “Não repassaram o dinheiro da contribuição dos servidores para o sindicato, não repassaram o dinheiro dos planos de saúde dos servidores e até mesmo as pensões alimentícias; se ao menos tivesse deixado os valores empenhados e o dinheiro suficiente nas contas, a situação seria bem mais fácil de resolver, mais infelizmente isso não aconteceu. A conta do FMP, por exemplo, ficou com apenas noventa e um centavos” diz o secretário.
A preocupação do secretário é bem maior com relação ao dinheiro dos planos de saúde dos servidores: “é muito complicado… já pensou se um servidor deixar de ser atendido pelo seu plano de saúde, por que o município deixou de pagar? Essa não é uma dívida do servidor é do município! É claro que o prefeito Gustavo Medeiros tem todo interesse em resolver essa questão o mais rápido possível, mas não é fácil! As contas ficaram com valores irrisórios perante os débitos a pagar”, falou o secretário.
Para se ter ideia, os valores descontados nos contracheques dos servidores, da contribuição sindical, planos de saúde e pensão alimentícia, chega a R$ 122.647,40; sendo R$ 92.971,41 dos planos de saúde, R$ 13.938,73, da contribuição sindical; pensão alimentícia R$ 12.928,26 e associação dos agentes de saúde R$ 2.809,84. Outro débito deixado é relativo aos pagamentos do celetistas que atuavam no Hospital Dr. José da Rocha Furtado, que também não receberam seus proventos relativos a dezembro de 2020. O valor é de R$ 144.619,16, totalizando um montante de quase 300.000,00 (trezentos mil reais); fora os outros valores já noticiados aqui, no portal de União, R$ 5.030.000,00 (sendo R$ 2.300.000,00 da Equatorial; R$ 1.100.000,00 da PREVI; R$ 800.000,00 da AGESPISA; R$ 750.000,00 do INSS e R$ 80.000,00 do PASEP. Dívida geral apurada até 18 de janeiro de 2021 = R$ 5.297.267,60 (cinco milhões, duzentos e noventa e sete mil, duzentos e sessenta e sete reais e sessenta centavos).
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O que ficou de saldo disponível nas contas da prefeitura foram valores irrisórios, a maioria destas contas encontrou-se com saldos zerados; exemplificando, na conta do FPM (Fundo de Participação dos Municípios R$ 0,91 (noventa e um centavos); na conta do FUBDEB R$ 17.197, 23 (dezessete mil, cento e noventa e sete reais e, vinte e três centavos); a conta do FUS R$ 49,21 (quarenta e nove reais e 21 centavos); conta Saúde Custeio R$ 2.609,47 (dois mil, seiscentos e nove reais e 47 centavos); Educação Recurso Próprio R$ 0,00 (zero); conta do Hospital R$ 98,20 (noventa e oito reais e vinte centavos).
Ainda de acordo com o secretário de finanças, durante o período de transição, foi solicitado por diversas vezes a programação de pagamentos para o mês de dezembro. E a equipe do ex-gestor sempre afirmava que estava tudo sobre controle. “Sempre estávamos nos comunicando com a gestão passada, a garantia que eles nos davam era de que, todos os pagamentos seriam realizados até 31 de dezembro. E não foi isso que aconteceu! Sabíamos que iríamos encontrar uma situação bastante complicada, mas diante de todos esses dados, vemos que o cenário é bem pior, disse Bruno Marinho. O secretário acrescentou também, que vários médicos plantonistas também ficaram sem receber. “Os médicos que recebiam por plantões, também ficaram sem receber. Já fomos procurados por eles… são vários médicos nessa situação; mas também não ficou nenhum empenho e nem dinheiro para pagar esses profissionais, ou seja, quando recebermos o balanço final da ex-gestão, certamente seremos surpreendidos com mais débitos e o montante deve ultrapassar a casa dos seis milhões de reais”, finalizou o secretário.

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