
Segundo a Coordenadora da Rede de Frios da Secretaria Municipal de Saúde de União, Enfermeira, Raimunda Macedo, a quantidade de vacinas estragadas por falta de refrigeração é de 5941 doses de vacinas. São 17 tipos de imunizantes que estragaram por falta de refrigeração: 3090 doses de vacinas Influenza; 568 doses da vacina Hepatite – A; 380 doses de vacina Tríplice Viral; 325 da Poliomielite; 276 da Vacina Pneumocócica 10-Valente; 219 da vacina HPV; 162 doses da vacina Meningocócica conjugada – C; 93 da vacina da Varicela; 85 doses da vacina Pentavalente; 80 doses da vacina BCG; 78 doses da vacina Papiloma vírus; 75 doses da vacina da Febre Amarela; 70 doses da vacina contra Hepatite – B; 70 doses da vacina contra a Poliomielite; e 45 doses da vacina Meningocócica conjugada – ACWY – 1. TOTAL 5941 doses estragadas.

O valor pago pelo Ministério da Saúde por cada dose da vacina Influenza, no ano de 2020 era de UU$ 7,60 dólares (Fonte: Agência Brasil). Considerado a cotação atual do dólar em R$ 5,30 (após conversão para a moeda brasileira), o prejuízo causado aos cofres públicos por conta da inutilização do imunizante (Influenza) é de R$ 124.465,20. Entre os 17 tipos de vacinas que estragaram por falta de refrigeração, todas dentro da validade, muitas delas a validade seria até setembro de 2022 (desde que devidamente acondicionadas em refrigeração adequada). Toda essa quantidade de imunizante, tem agora como destino a incineração. Os produtos já foram encaminhados para a SESAPI.

Na manhã de hoje, quarta feira, 13/01/2021 a Coordenadora de Atenção Primária à Saúde, Enfermeira, Milena France apresentou a real situação encontrada na rede de frios da Secretaria de Saúde de União. De acordo com as informações repassadas ao Conselho Municipal de Saúde, o prejuízo provocado pela perda dos imunizantes ocorreu por problemas na energia elétrica, entre os dias 30 e 31 de dezembro de 2020. Vale destacar que a Secretaria de Saúde de União, tem um gerador próprio, que deveria ser acionado automaticamente durante uma eventual falta de energia.
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Mas ainda de acordo com as informações repassadas ao Conselho de Saúde, o automático do gerador não funciona há cerca de 02 anos. “É necessário alguém para ligar o gerador quando acontece uma falta de energia, mas no final de dezembro os prestadores de serviços foram dispensados, de modo que não ficou ninguém que pudesse ligar o gerador”, disse Milena France – Coordenadora de Atenção Primária.

Ainda durante a inspeção realizada pelo Conselho Municipal de Saúde, foram constatados outros desperdícios, inclusive de mobiliário e até eletrodomésticos. Em um depósito na Secretaria de Saúde existem várias mesas novas, porém, estragadas por conta da umidade, mobília que falta em vários órgãos da saúde estavam jogados num depósitos, entregues ao abandono. No mesmo depósito tem ventiladores novos com as hélices quebras e vários outros matérias cobertos de poeira e ferrugem, a grande parte desses objetos ainda dentro das embalagens, mas já estragados. Os prejuízos são deixados pela gestão PH, são incalculáveis! Veja imagens









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