Desvios de centenas de carteiras de identidade em branco no Instituto de Identificação

Mais um escândalo praticado nas barbas do governador Wellington Dias (PT). Essa é uma expressão que se utiliza quando determinado fato ocorre praticamente diante do indivíduo e ele não dá conta. Ou finge que não teve conhecimento.
A Polícia Federal está realizando a terceira fase da operação Livre Acesso que investiga servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), ex-servidores do Instituto de Identificação do Piauí, órgão ligado à Secretaria de Estado da Segurança e uma família de supostos falsários.

- Publicidade -

FALSIFICAÇÃO – Policial Federal no Instituto de Identificação; em seguida, carteiras que podem ter sido falsificadas
A operação não está recebendo a notoriedade costumeira porque não envolve pessoas de sobrenome famoso nem políticos ou empresários, pelo menos por enquanto não se tem conhecimento, dentro daquilo que a PF pode revelar no contexto das investigações. A fase atual tem por meta identificar quem são os elementos responsáveis, de fato, e a partir deles se chegar a outros envolvidos. Neste momento, então, é que se pode identificar a participação, quem sabe, de elementos de influência na política do estado do Piauí.Continua depois da publicidade
O nome da operação tem essa denominação porque os elementos implicados na Identificação podiam acessar livremente o órgão governamental a qualquer hora do dia, da noite ou madrugada e até nos finais. Não havia ninguém para bloquear sua passagem, entrada ou ao menos perguntar o que estavam fazendo com tantas carteiras de identidade em branco.
Os documentos seriam usados para preenchimento com identidades falsas, ou verdadeiras, e que seriam usadas para cometimento de crimes, principalmente abrir contas na Caixa Econômica Federal e com isso tentar chegar a benefícios do governo federal. Foram cumpridos hoje cinco mandados de busca e apreensão em endereços de elementos implicados no esquema criminoso. De novo, nenhum preso.
A atual fase da investigação tem por objetivo colher elementos de provas que permitam a identificação de todos os membros do grupo criminoso, responsável pelo desvio e comercialização das cédulas de RGs apreendidas. A operação de hoje é parte da Operação Grande Família.
A Superintendência da PF no Piauí emitiu nota para explicar que “a operação policial contou com parceria da Força Tarefa Previdenciária no Estado do Piauí e mobilizou 27 policiais federais para o cumprimento dos mandados expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Teresina.” (Toni Rodrigues, com informações da Polícia Federal)

