
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Margem Livre, que visa apurar empréstimos consignados junto à Caixa Econômica Federal, obtidos ilegalmente, com falsificação de documentos em nome de servidores públicos estaduais. Cinco mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Teresina. O prejuízo ao banco com com obtenção ilícita de empréstimos é estimado em R$ 149 mil.
“Avalia-se que o montante seja maior, considerando a habitualidade e reiteração de conduta dos integrantes do consórcio criminoso”, informou nota da PF.

O alvo da operação, desta terça-feira (24), é o núcleo da associação criminosa e principais articuladores. A superintendente da Polícia Federal, Mariana Calderon, informou como o núcleo decisório da organização tinha acesso aos contracheques.
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“As investigações apontaram que essa organização criminosa tinha acesso aos contracheques dos servidores públicos estaduais, faziam um filtro, uma seleção, daqueles que tivessem uma margem consignada maior e com uso de documentos falsos obtinham junto à Caixa e em benefício dessa organização criminosa, os referidos empréstimos fraudulentos. O prejuízo à Caixa Econômica calcula-se diretamente R$ 150 mil aproximadamente, contudo, como se trata de uma quadrilha que tem reinteração ao longo do tempo, estima-se que esse prejuízo possa ser muito maior”, destacou a superintendente.
A Polícia Federal não informou para quem são os mandados, declarou apenas que entre eles está o falsificador dos documentos e que eles não seriam funcionários da Caixa ou servidores públicos. Disse ainda que os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências em Teresina.
Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato qualificado, falsificação e uso de documentos público e privado, além de associação criminosa, cujo somatório de penas pode alcançar 19 anos de reclusão.
Ao todo, 26 policiais federais cumprem as ordens judiciais. O nome da operação faz referência à margem consignável, ou margem livre, constante no contracheque dos servidores públicos e usada pelo grupo criminoso para a obtenção dos empréstimos fraudulentos.
Fonte: PF/portal cidadeverde.com

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