ONDE VAMOS PARAR?

Quando a gente pensa que já pode ‘respirar’ tranquilo e imaginar que a pandemia vai acabar, que a vida já pode voltar ao normal, aparece a Fundação Getúlio Vargas e anuncia que o pico do coronavírus no Piauí agora só deve acontecer no mês de setembro.
A verdade é que a população já cansou desses anúncios de picos, que nunca chegam e as condições de vida se precarizam a cada dia. Mas segundo relatório da FGV, a epidemia está em ampla fase de crescimento no estado, que é um prato cheio para a classe política, que mais tem lucrado com o sofrimento do povo desde sempre, mais ainda agora.
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No dia 8 de abril a previsão era que o pico da doença seria até o dia 15 de maio.
em 24 de abril a Secretaria Estadual de Saúde anunciou que o pico da Covid-19 seria entre os dias 16 e 18 de maio.
No dia 7 de maio, pesquisadores da Universidade Federal do Piauí anunciaram que o pico seria no início de agosto.
No dia 10 de maio foi pedido cautela aos piauienses pois o pico seria perto do dia 15 de maio.
Em 20 de maio foi divulgado em toda imprensa piauiense que o pico seria entre 13 e 16 de julho.
Isso são as previsões do Piauí, as que foram feitas para o Brasil são incalculáveis:









Hospitais vazios
Um dos grandes medos, e por isso preocupação do poder público com a importância do isolamento, é a lotação dos leitos e filas de espera em casos de uma explosão de casos. Mas no Piauí isso ainda não é um realidade.
O hospital de campanha do ginásio Verdão demorou, foi caro, mas foi inaugurado, mas ainda está longe da sua capacidade.

A mesma cena se repete no hospital de campanha da prefeitura de Teresina, o Padre Pedro Balzi, localizado no Centro de Treinamento de Badminton, do setor de esportes da Universidade Federal do Piauí, que é subutilizado, atendendo apenas 10% da capacidade.

Precisou uma pandemia para o poder público investir tanto em saúde como agora, do nada apareceu tanto dinheiro? Quantas pessoas já morreram sem atendimento médico, ou se humilharam em estruturas precárias?
Problemas para a população
Para piorar, quem tem outros problemas de saúde enfrenta problemas para atendimento. Na Zona Sul de Teresina, por exemplo, o Hospital do Monte Castelo, foi fechado para atendimentos de emergência e funciona apenas para internação de pacientes suspeitos da Covid-19. Quem tiver outro problema de saúde que não seja o coronavírus, vai ter trabalho para ser atendido.
O 180 recebe diariamente dezenas de reclamações da população que tem dificuldade, inclusive para internações para casos que não tenham ligação com o coronavírus. Usuários do Plamta também relatam problemas para atendimentos meso em hospitais particulares.
Hospital ainda não terminado
Um novo hospital de campanha é construído em no final da avenida Miguel Rosa, ao lado do viaduto, que dará apoio aos atendimentos do Hospital de Urgência de Teresina, onde sua abertura ainda é esperada.

Enquanto isso as famílias padecem. É fácil falar em isolamento quando se tem um salário fixo, imutável, independente de trabalho ou não, mas quando se depende de ir para o sol, suar, para conseguir o sustento, o que fazer? R$ 600 reais, que não vai para todo mundo, dá para sustentar uma família?
O 180 lamenta tantas vidas perdidas por causa da pandemia, a dor das famílias por suas perdas, mas quantas vidas foram e ainda serão perdidas por causa da inércia do poder público?
Quantas milhares de vidas se perderam nos últimos, e poucos, tempos pela fome, insegurança, saúde (PRINCIPALMENTE), educação, atendimento social…
O 180 defende todas as formas de prevenção ao coronavírus e que vidas sejam poupadas na pandemia, mas que haja ação do poder público em algo mais sério que deveria ser o principal objetivo desde sempre, não só agora.
Abertura responsável do comércio é só um dos pontos que abordaremos nas próximas reportagens.
Fonte: 180graus.com

