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Previdência: categorias decidem sobre greve geral contra a reforma

Policiais civis, trabalhadores da educação, fazendários e outros se reunirão para participar de audiência pública. 

As várias categorias que compõem o funcionalismo público do Piauí vão se reunir em assembleia geral nesta quarta-feira (11) para deliberar a respeito de uma greve geral que deve ser deflagrada em protesto contra a tramitação em regime de urgência da PEC 03/2019. O texto encaminhado pelo governador à Assembleia Legislativa trata da mudança no Regime Próprio de Previdência Social do Estado e, segundo os trabalhadores, há diversos pontos que precisam ser discutidos, inclusive com a realização de audiências públicas.

Entre as categorias que devem cruzar os braços amanhã estão policiais civis, trabalhadores da educação pública, profissionais da saúde, fazendários, magistrados e defensores públicos. A principal reivindicação é que os parlamentares do Legislativo deixem as discussões sobre a reforma da Previdência somente para fevereiro, para dar tempo que o governo se reúna com os trabalhadores e discuta mais a fundo alguns pontos considerados polêmicos. 

“Não se justifica o governo, que votou contra a reforma aprovada no Congresso, votar aqui sem fazer discussão com as entidades e tentar fazer pelo menos de uma forma amenizada aquilo que está hoje definido na lei que é Emenda 2013/2019 [Reforma Previdenciária do  Governo Federal]”, declarou Constantino Júnior, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi).

Já para os trabalhadores da educação, o cerne da questão não é só o regime de urgência da tramitação da reforma, mas as mudanças que ela propõe. Para o vice-presidente do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores da Educação), Kássius Lage, o governo estadual “piorou a PEC aprovada no Congresso”.

“A referência é a PEC do Governo Federal, que não concordamos e mesmo assim foi aprovada. E aqui no Piauí, o governo resolvei piorar ainda mais isso, taxando aposentados que ganham até um salário e 14% acima de um salário a pagar uma nova contribuição mesmo já tendo se aposentado”. E se isso não for suficiente para cobrir o rombo da previdência, que não vai ser, ainda vão ser taxados ativos, inativos e pensionistas. Ou seja, os terão que pagar uma dívida que o estado tem e que não é deles”, foi o que afirmou o vice-presidente do Sinte.

As categorias irão se reunir no pátio da Assembleia Legislativa a partir das 8 horas desta quarta (11) para decidir em votação se deflagraram movimento paredista por tempo indeterminado e também para planejar a agenda de lutas.

Por: Maria Clara Estrêla e Breno Cavalcante

Fonte: Portal o Dia

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