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Embrapa diz que gado pé-duro é opção para criação em larga escala

Esquecido por muitos anos, o gado Curraleiro Pé-Duro voltou a ser uma boa opção para criação em larga escala com foco na produção de carne. Quem garante é a Embrapa, que vem desenvolvendo estudos com a raça no Piauí. 

“Iniciamos esse trabalho de cruzamento com o Curraleiro desde 2008, então tem mais de dez anos. Nós já avaliamos mais de mil animais, desde o nascimento até o abate, que é quando avaliamos a qualidade da carne. A gente iniciou em Campo Maior, que é uma zona de transição entre semiárido e cerrado em pastagens não nativas”, disse Geraldo Magela, pesquisador da Embrapa, durante entrevista ao Viva Piauí que Trabalha desta quarta-feira (16).

Segundo ele, os avanços são significativos e atualmente já se consegue antecipar em um ano o abate. “Conseguimos diminuir em um ano, comparando com o Nelore, a produção de animais em torno de 600kg de peso vivo aos 28 meses de idade no cerrado. Já está pronto pro abate apenas com a suplementação de sal mineral e ureia”, explica.

O pesquisador informa que países como Austrália e Estados Unidos produzem com metade do rebanho do estado. “Podemos produzir em larga escala e sem aumentar muito o rebanho. Com a metade do nosso rebanho, a Autrália e EUA produzem o mesmo tanto”, informa, destacando que a raça ainda precisa de melhoramentos.

Pesquisador Geraldo Magela


“Nós temos gado ruim demais para todo lado. Temos que melhorar o nosso Curraleiro também. É a raça mais antiga do Brasil e é a última que foi reconhecida pelo ministério, pois foi quase um abandono. Se não fosse alguns criadores que mantiveram, o trabalho da Embrapa e algumas institutuições como a UFPI, até pouco tempo a gente não sabia nem as pelagens do Curraleiro, nem o peso adulto de macho e fêmea”, declarou.

Magela destaca que se fala muito que o Curraleiro não precisa de muito manejo, no entanto, não é bem assim. “Falam que o Curraleiro é resistente e que não precisa de nada, mas ele precisa de comida e água. Um boi ou uma vaca bebe em torno de 60 litros de água por dia. Se ele não tiver 60 litros por dia ele vai passar sede e ele passando sede não tem fome. O reflexo da sede vem antes da fome”, finalizou.

Piauí já é o 4º maior produtor de pescado do Nordeste

Outro setor de destaque no Piauí é a psicultura. O estado já produz 18 mil toneladas por ano, ocupando a quarta colocação no Nordeste. Para João Pinheiro, analista do Sebrae, o setor é considerado emergente.

Foto: Yala Sena
fonte: Cidadeverde.com

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