Muitos contemplados venderam os imóveis e voltaram para as zonas de risco de onde haviam sido retirados…

Não é novidade para ninguém que muitas pessoas que ganham casas populares através de programas sociais em União acabam vendendo as mesmas, lucrando momentaneamente e depois retornando para a área de risco de onde haviam sido retiradas ou até mesmo conseguindo uma nova casa.

A diferença é que em outros tempos o comércio ilegal deste tipo de imóvel era velado, porém alguns têm perdido o medo ou por conhecerem a falta de fiscalização e punição, acabam fazendo o negócio livremente.
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As chaves dos imóveis do Residencial Santa Helena localizado entre os bairros São Sebastião e Dos Cocos foi entregue aos contemplados no inicio da gestão do prefeito Paulo Henrique. As casas foram sorteadas a 560 famílias, escolhidas via sorteio pela Secretaria de Assistência Social ainda na gestão do ex-prefeito Gustavo Medeiros, que de acordo com cronograma, pagariam dependendo da renda familiar valores entre R$ 25.00 a 80.00.
No dia de assinatura de contratos, a prefeitura de União e a Caixa Econômica Federal, surpreenderam os contemplados, onde ao invés do valor simbólico de R$ 25,00, o menor valor da prestação seria R$ 80,00. Com o grande aumento no valor da parcela mensal, muitos ficaram temerosos em assinar, visto que para muitos a única renda garantida era o Bolsa Família.
Denúncias foram feitas, mas de nada adiantaram.
Já nos primeiros meses várias casas foram vendidas pelos contemplados, com a alegação de que os mesmos não estavam conseguindo pagar as parcelas mensais.
Com valores entre R$ 1.000,00 e R$ 10.000,00, a venda dos imóveis ocorria livremente.
Em determinada semana uma moradora postou a foto da casa em um grupo na rede social de compra e venda.
E este não é um caso isolado: em outra página da internet nacionalmente conhecida, uma outra casa no mesmo residencial era vendida, por um valor ainda menor.
O abuso é tanto que os donos deixam, sem medo algum, o nome completo e o telefone para contato.
“Estas casas não podem ser vendidas, caso seja descoberto este comércio perde a casa quem vendeu e quem comprou, além de ser um crime, a pessoa que for pega vendendo terá o nome restrito em programas sociais e não poderá mais participar de cadastros para as casas”, afirmou um funcionário da Caixa Econômica Federal.
Sobre a fiscalização, ele disse que as punições acontecem a partir de denúncias que são repassadas à Polícia Civil para averiguar os fatos.
Mas a pergunta é:
Onde está o Ministério Público, que deveria estar acompanhando isso de perto?
Por onde anda o Conselho de Habilitação do município? quem são seus membros?
A falta de fiscalização quanto aos fatos acima narrados mostra que a política habitacional de União não tem acompanhamento ou não existe.


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