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Porto: Polícia Civil concluí investigação sobre atropelamento de estudante na zona rural do município

O caso ocorreu no dia 15 de maio de 2018.

Uma criança de dois anos foi atropelada por um ônibus escolar na localidade Pilão da Pedra, zona rural de Porto-Piauí.  A criança sofreu uma pancada na cabeça devido a queda e já está em casa aos cuidados dos familiares.

Crédito Reprodução

O caso ocorreu no dia 15 de maio deste ano. O delegado Renato Pinheiro, titular da Delegacia de Porto, em entrevista a um portal de notícias da capital,  disse que o acidente ocorreu por volta do meio-dia quando o ônibus passava por uma rua da localidade para pegar os estudantes.

Sobre a colisão, o delegado explicou que a criança foi atingida no meio do ônibus e, “por milagre”, os pneus não passaram por cima dela.

“A criança atravessou na frente do ônibus. O parachoque do ônibus bateu nela. Ela caiu e bateu com a cabeça no chão. O ônibus passou por cima dela sem atingi-la com as rodas. A criança só teve ferimentos leves e já está em casa medicada. A cabeça está um pouco inchada devido a pancada. Ela também fez exames de corpo de delito. Foi um milagre”.

Investigação

Renato Pinheiro ressaltou que está concluindo a investigação sobre o caso e não descarta a possibilidade de indiciar o motorista por lesão corporal no trânsito (artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro).

Segundo o delegado, a mãe da criança também poderá “responder criminalmente na modalidade comissiva por omissão, por ostentar a posição de garante e não ter observado o dever objetivo de cuidado a uma criança de 2 (dois) anos, porque ela atravessou a rua sozinha”.

Pinheiro destacou que o veículo estava a 10 km/h. “A criança veio se deslocando da esquerda para a direita. A 45 graus dele (motorista). Foi o ônibus se deslocando, e a criança se deslocando também. A colisão foi bem no meio do ônibus, significa que no raio de visão a criança apareceu, e o motorista não prestou atenção ao movimento periférico”, explicou o delegado.

O delegado disse ainda que o motorista foi alertado segundos depois do ocorrido, mas seguiu viagem e não prestou socorro à vítima. No retorno da viagem, ao passar novamente pelo local, a mãe da criança o parou e ocorreu uma discussão entre os dois. Após isso, o motorista se deslocou até a delegacia para contar ao delegado a sua versão do acidente

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