
“de Dr. para Dr…!”
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Não é de agora que a limpeza pública de nossa cidade deixa a desejar. Nos primeiros anos do século XX, a falta de zelo com nossas ruas e logradouros públicos chamaram atenção de um dos mais célebres “unionenses”: Fenelon F. Castelo Branco. Ele, através de pseudônimos passou a criticar a administração municipal (Intendência – hoje PMU) através de poemas satíricos, publicados no jornal “O Estanhado”, de propriedade do comerciante e delegado Agnelo Sampaio.
Pois bem. Esses poemas podem ser tranquilamente “transplantados” para os dias de hoje. Conforme vemos na imagem acima, a situação continua a mesma. O poema “A Limpeza Pública” (1916/17), de autoria do Dr Chaleira, tornou-se uma profecia, conforme nos deparamos com a triste realidade que vive atualmente o município de União. Acompanhemos o poema a seguir:
Aqui há muito lixo, ali também…!
Podridões nesta rua, noutra charco,
Nos pântanos mephiticos me encharco,
Que aqui os encontros, ali…além…!
Dir-se-á que o recurso é muito parco,
E por isso a communa houve por bem
Não gastar na limpeza um só vintém!
Mas eu nessa canoa não embarco.
Limpeza da cidade nem por fita,
D’esse assunto a Intendência não cogita;
Por isso o dinheiro é tão poupado!
Mas há p’ra pagar ao Intendente;
Vejam bem: p’ra pagar-lhe mensalmente
Trezentos e cinquenta de ordenado!
Dr. Chaleira (Fenelon Castelo Branco)
frei Cegonha

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