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Polícia Civil diz que outro lote de cerveja mineira está contaminado

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) anunciou, nesta segunda-feira (13/1), que um terceiro lote da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer, também estaria contaminado por substâncias tóxicas. Além da presença do dietilenoglicol – já detectado nos lotes L1 1348 e L2 1348 -, este terceiro lote, L2 1354, também teria sido contaminado por monoetilenoglicol.

Coletiva da Polícia Civil com os delegados Flávio Gross, Wagner Pinto e o superintendente de Polícia Técnico-científica da Polícia Civil, Thales Bittencourt(foto: Paulo Filgueiras/Estado de Minas)

A Polícia Civil confirmou que a perícia encontrou monoetilenoglicol e dietilenoglicol em elementos da produção da cerveja, em pontos de venda da bebida e também em garrafas (lacradas) que estavam em posse de consumidores. Os delegados dizem que ainda não é possível afirmar se foi um erro ou sabotagem. O caso do funcionário que foi demitido da empresa no ano passado e chegou a fazer ameaças à empresa também está sendo investigado.

A contaminação da cerveja é apontada como uma das possíveis causas para o quadro clínico das vítimas com a síndrome nefroneural. Boa parte delas teria ingerido ou adquirido a bebida no bairro Buritis, na Região Oeste de BH. Um morador de Ubá, no Sul de Minas, que havia passado as festividades de final de ano na casa da filha no Buritis, chegou a ser internado em Juiz de Fora, mas faleceu na quarta-feira passada (8/1). A PC ressaltou que cervejas dos três lotes investigados também foram comercializadas em unidades nos bairros de Lourdes e Cidade Nova, em Belo Horizonte, e em Nova Lima.

Até agora, ao menos dez pessoas já teriam apresentados os sintomas da chamada síndrome nefroneural (insuficiência renal grave e alterações neurológicas). Exames laboratoriais de três pacientes confirmam a presença de dietilenoglicol na corrente sanguínea dessas pessoas. De acordo com a Polícia Civil, é possível que outros 10 casos investigados também passem a fazer parte do inquérito.

FONTE: Estado de Minas

Por Larissa Ricci/Estado de Minas

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